PUBLICIDADE

Cotações

Soja e milho recuam após USDA elevar estimativas de safras

Além de projetar alta na produção norte-americana, departamento dos EUA prevê safra brasileira de soja de 178 milhões de toneladas

Nome Colunistas

Redação Agro Estadão

12/01/2026 - 17:56

Safra do milho 2025/2026 é estimada no Brasil em136 milhões de toneladas pelo USDA. Foto: Adobe Stock
Safra do milho 2025/2026 é estimada no Brasil em136 milhões de toneladas pelo USDA. Foto: Adobe Stock

Os contratos da soja fecharam esta segunda-feira, 12, em forte baixa na bolsa de Chicago. As cotações foram pressionadas pelas novas projeções do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). 

No fechamento do dia, o vencimento da soja para março/26 recuou 1,27%, cotado a US$ 10,49 por bushel, enquanto o contrato de maio caiu 1,19%, para US$ 10,61 por bushel. Entre os derivados, o farelo de soja perdeu 1,78%, ao passo que o óleo subiu 1,17%.

CONTEÚDO PATROCINADO

A reação negativa, segundo a Datagro, ocorreu porque o USDA elevou a estimativa de produção de soja dos Estados Unidos na safra 2025/2026, de 115,75 milhões para 115,99 milhões de toneladas. O aumento contrariou a expectativa do mercado, que esperava uma leve redução, para 115,20 milhões de toneladas.

Ao mesmo tempo, o USDA reduziu a projeção de exportações norte-americanas de soja de 44,50 milhões para 42,86 milhões de toneladas, reforçando a percepção de enfraquecimento da demanda internacional. Já os estoques finais da safra 2025/26 passaram a ser estimados em 9,52 milhões de toneladas, ante 7,89 milhões no relatório anterior.

Novo aumento para safra brasileira

No cenário global, o USDA elevou de forma significativa a estimativa para a safra brasileira de soja em 2025/2026, de 175 milhões para 178 milhões de toneladas. O volume supera de maneira relevante as 171,50 milhões de toneladas colhidas em 2024/2025. Essa combinação — maior produção no Brasil e estoques mais elevados — também contribuiu para o viés negativo dos preços em Chicago.

PUBLICIDADE

Ainda assim, as perdas foram parcialmente contidas pelo relatório semanal de embarques dos Estados Unidos. Segundo o USDA, o País exportou 1,5 milhão de toneladas de soja na semana encerrada em 8 de janeiro. O volume ficou acima da expectativa do mercado, que esperava algo em torno de 800 mil e 1,275 milhão de toneladas.

Argentina e resultado global

Na Argentina, o USDA manteve inalteradas as projeções de produção de soja em 51,11 milhões de toneladas na safra 2024/2025 e 48,50 milhões de toneladas em 2025/2026.

De forma mais ampla, os estoques globais de soja devem passar de 123,40 milhões de toneladas ao final da safra 2024/2025 para 124,41 milhões de toneladas ao término de 2025/2026. Já a produção mundial da oleaginosa foi revisada para 425,68 milhões de toneladas em 2025/2026, abaixo das 427,15 milhões de toneladas da temporada anterior, mas acima das 422,54 milhões estimadas em dezembro.

Elevações para o milho e efeitos no mercado

No milho, o USDA elevou a estimativa de produção dos Estados Unidos em 2025/2026 de 425,53 milhões para 432,34 milhões de toneladas — acima das 378,27 milhões colhidas em 2024/25. As exportações seguem projetadas em 81,28 milhões de toneladas, enquanto os estoques finais subiram de 51,53 milhões para 56,56 milhões de toneladas.

Globalmente, a produção de milho deve crescer de 1,230 bilhão de toneladas em 2024/2025 para 1,296 bilhão de toneladas em 2025/2026. Já os estoques globais foram revisados para 290,91 milhões de toneladas ao final do novo ciclo.

No Brasil, a estimativa para a safra 2024/2025 foi mantida em 136 milhões de toneladas. Para 2025/2026, a projeção segue em 131 milhões de toneladas. Na Argentina, os números permanecem em 50 milhões e 53 milhões de toneladas, respectivamente.

No mercado interno, os contratos de milho negociados na B3 fecharam em queda nesta segunda-feira. O vencimento para março recuou 0,95%, a R$ 72,20 por saca, enquanto o contrato de maio caiu 1,11%, para R$ 71,55. Conforme a Datagro, a pressão veio do recuo das cotações em Chicago, parcialmente compensadas pela valorização do real, que aumenta a competitividade do milho brasileiro para exportação.

Siga o Agro Estadão no WhatsApp, Instagram, Facebook, X, Telegram ou assine nossa Newsletter

PUBLICIDADE

Notícias Relacionadas

Preços da batata e da cebola caem no atacado em janeiro, aponta Conab

Cotações

Preços da batata e da cebola caem no atacado em janeiro, aponta Conab

Alface subiu 36,56% com chuvas que afetaram a colheita e reduziram a qualidade; cenoura e tomate também registram alta nos preços

Soja e milho sobem no mercado interno, mas rentabilidade no campo segue apertada

Cotações

Soja e milho sobem no mercado interno, mas rentabilidade no campo segue apertada

Atrasos na colheita e no plantio da safrinha elevam incertezas, enquanto mercado futuro reflete cautela com oferta global 

Preço do boi gordo acumula alta de 5,20% em fevereiro, aponta Cepea

Cotações

Preço do boi gordo acumula alta de 5,20% em fevereiro, aponta Cepea

Com oferta restrita de animais, praça paulista registrou negócios de até R$ 350,00 a arroba nesta quarta-feira

Valorização do bezerro supera boi gordo e amplia ágio em fevereiro, aponta Imea

Cotações

Valorização do bezerro supera boi gordo e amplia ágio em fevereiro, aponta Imea

Com oferta restrita, bezerro sobe 5,17% na parcial de fevereiro, enquanto o boi gordo avança de 2,10% no mesmo período

PUBLICIDADE

Cotações

Saca de soja cai 6% no Paraná com dólar em baixa e colheita avançando

Cenário do mercado interno brasileiro opera na contramão das cotações internacionais, que registraram alta próxima de 10%

Cotações

Clima e greve na Argentina pressionam oferta e elevam preços da soja

Sindicatos do principal País exportador global de farelo e óleo de soja protestam contra o avanço da reforma trabalhista do governo Milei

Cotações

Boi gordo ganha força em SP e mercado mira patamar de R$ 350 a arroba

Contrato futuro na B3 já é cotado a R$ 345 por arroba para março/26 com perspectiva de redução na oferta de animais para abate

Cotações

Preço do açúcar cai e atinge menor média para fevereiro desde 2019

Segundo pesquisadores do Cepea, o recuo está ligado à maior participação de açúcar com coloração mais elevada nas vendas

Logo Agro Estadão
Bom Dia Agro
X
Carregando...

Seu e-mail foi cadastrado!

Agora complete as informações para personalizar sua newsletter e recebê-la também em seu Whatsapp

Sua função
Tipo de cultura

Bem-vindo (a) ao Bom dia, Agro!

Tudo certo. Estamos preparados para oferecer uma experiência ainda mais personalizada e relevante para você.

Mantenha-se conectado!

Fique atento ao seu e-mail e Whatsapp para atualizações. Estamos ansiosos para ser parte do seu dia a dia no campo!

Enviamos um e-mail de boas-vindas para você! Se não o encontrar na sua caixa de entrada, por favor, verifique a pasta de Spam (lixo eletrônico) e marque a mensagem como ‘Não é spam” para garantir que você receberá os próximos e-mails corretamente.