Economia
Colheita da segunda safra de milho avança para 64% no Paraná
Conforme o Deral, há relatos de regiões apresentando resultados que estão entre os melhores de toda a série histórica
Broadcast Agro
29/07/2025 - 12:22

A colheita do milho safrinha alcançou 64% da área cultivada no Paraná até segunda-feira (28), segundo levantamento do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Agricultura do Estado (Seab). Muitas regiões já relatam mais de 70% da área colhida, com produtividades frequentemente acima das expectativas, mesmo nas áreas inicialmente afetadas por geadas. Há relatos de regiões se aproximando do fim da colheita com resultados considerados os melhores da série histórica.
O tempo firme durante a maior parte de julho contribuiu para a boa qualidade dos grãos. Nos últimos dias, chuvas localizadas causaram paralisações pontuais nos trabalhos, mas também ajudaram a preservar a qualidade das lavouras ainda não colhidas. Algumas áreas registraram acamamento provocado por ventos fortes, o que pode comprometer a produtividade final.
As lavouras ainda por colher estão nas seguintes fases: maturação (89%) e frutificação (11%). Em relação às condições das plantações, 60% são classificadas como boas, 23% estão em condição média e 17% em situação ruim.
O bom desempenho do milho e os preços baixos do feijão influenciam o planejamento da safra 2025/26, com produtores já estimando aumento da área destinada ao milho, tanto na safra de verão quanto na segunda safra, desde que os prazos do zoneamento agrícola sejam respeitados. A comercialização do feijão segue lenta, com demanda fraca e preços em queda. Em algumas regiões, os produtores já demonstram intenção de reduzir a área cultivada com feijão, priorizando o milho como alternativa mais rentável.
No trigo, a cultura encontra-se majoritariamente nas fases reprodutivas, com bom desenvolvimento em grande parte do Estado. As lavouras estão predominantemente nas fases de desenvolvimento vegetativo (40%), floração (23%) e frutificação (36%). A condição geral continua favorável, com 83% das áreas em situação boa, 10% média e 7% ruim.
Segundo o Deral, as chuvas registradas nos últimos dias foram essenciais para amenizar o estresse hídrico causado por um período prolongado de estiagem, especialmente em áreas com solos rasos. A baixa umidade havia dificultado os tratos culturais, como os tratamentos fitossanitários. Com a melhora nas condições climáticas, as aplicações de fungicidas e inseticidas foram retomadas e o controle de pragas e doenças segue satisfatório. As lavouras mais ao Norte do Estado e as semeadas fora do zoneamento, que foram atingidas por geadas em semanas anteriores, mantêm expectativa de produtividade reduzida.
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