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Economia

Brasil se torna maior exportador mundial de algodão pela primeira vez

Setor indica que país comercializou para o mercado internacional 2,6 milhões de toneladas da pluma

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Daumildo Júnior | daumildo.junior@estadao.com

29/06/2024 - 17:39

Foto: Adobe Stock
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A Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Algodão e seus Derivados anunciou nesta sexta, 28, que o Brasil assumiu a primeira colocação no ranking de maiores exportadores de algodão do mundo. Nos últimos 12 meses, o país alcançou 2,6 milhões de toneladas comercializadas para outros países, superando os Estados Unidos, que teve um volume de aproximadamente 100 mil toneladas a menos. 

O presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), Alexandre Schenkel, comemorou o bom desempenho brasileiro e ressaltou a eficiência da cadeia algodoeira. Segundo ele, desde a pesquisa para o plantio até as tradings foram importantes para chegar neste posto, já que há pouco mais de duas décadas o Brasil era um dos principais importadores.

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“Olha, não é uma corrida pra saber quem vai ficar em primeiro, mas mostra, principalmente, quem está sendo mais eficiente. Esse é um reconhecimento da qualidade do algodão brasileiro e da confiabilidade que nós entregamos no nosso produto né? Nós viemos crescendo a produção nos últimos 20 anos e mostrando que estaremos com a produção sempre estável, diferente de outros países que sofrem com alguma intempérie o que acaba reduzindo muito o volume de produção”, disse ao Agro Estadão. 

A meta era que a liderança nas exportações fosse alcançada em 2030, no entanto, veio antes do planejado. Apesar disso, Schenkel revela os planos que o setor tem de continuar expandindo e mira na redução de custos para tornar a pluma mais atrativa em relação a materiais sintéticos. 

“Os próximos desafios são a gente manter a eficiência e reduzir custos na nossa lavoura. Cada vez mais a gente vê, que para ter um aumento de demanda do algodão para indústria têxtil, o algodão também tem que ter um custo compatível para eles substituírem às fibras sintéticas, que é a nossa maior concorrente”, acrescentou Schenkel.

Mesmo com o bom desempenho das exportações, o setor ainda pondera que Brasil e Estados Unidos devem revezar na ponta desse ranking. O presidente lembrou que a produção estadunidense ficou abaixo devido às questões climáticas, o que abre margem para o retorno dos americanos.  “Os Estados Unidos não conseguiram exportar o suficiente, [porque] deixaram um pouco de estoque e a produção deles foi muito baixa”, contou.

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