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Economia

Brasil deverá exportar até 7,1 mi de t de soja e 6,3 mi de t de milho em outubro

Com isso, segundo a Anec, o País se aproximaria do recorde previsto de 110 milhões de toneladas de soja exportados em 2025

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Broadcast Agro

08/10/2025 - 15:04

Até setembro, Brasil exportou quase o mesmo volume de soja de todo o ano passado. Foto: Adobe Stock
Até setembro, Brasil exportou quase o mesmo volume de soja de todo o ano passado. Foto: Adobe Stock

A Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) projetou embarques de 7,1 milhões de toneladas de soja em outubro, alta de 60,6% em relação aos 4,43 milhões de toneladas exportadas no mesmo mês de 2024. O volume supera levemente o registrado em setembro, de 6,97 milhões de toneladas, indicando continuidade no ritmo de escoamento da safra 2024/25, mesmo com a entressafra da oleaginosa.

Com os embarques de outubro, o Brasil deve ultrapassar a marca de 102 milhões de toneladas de soja exportadas no acumulado do ano, aproximando-se do recorde projetado de 110 milhões de toneladas em 2025.

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A Anec destacou que, até setembro, o País já havia embarcado 95,1 milhões de toneladas de soja, praticamente o total de 2024, de 97,3 milhões de toneladas, e que os dois últimos meses do ano devem adicionar cerca de 8 milhões de toneladas, consolidando o recorde histórico.

Para o milho, a entidade estima embarques entre 5,81 milhões e 6,30 milhões de toneladas em outubro, com média de 6,06 milhões de toneladas aplicada nos cálculos. O volume representa crescimento de 6,8% em relação aos 5,67 milhões de toneladas exportados em outubro de 2024, mantendo o ritmo robusto da janela de exportação da segunda safra.

A colheita da safrinha de milho foi concluída na primeira semana de outubro, e os embarques continuam em bom ritmo. Até setembro, o Brasil exportou cerca de 24 milhões de toneladas, com acumulado projetado de até 30 milhões de toneladas até o fim de outubro. Os principais destinos se mantêm importando em ritmo consistente: Irã (21%), Egito (17%), Vietnã (9%), Espanha (6%) e China (5%) foram os maiores compradores até setembro.

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Para o farelo de soja, a previsão é de 1,92 milhão de toneladas em outubro, queda de 21,7% sobre 2,46 milhões de toneladas embarcadas em outubro de 2024, em linha com a desaceleração típica do derivado na entressafra.

A China permanece como principal destino da soja brasileira e respondeu por 93% das exportações de setembro, o equivalente a 6,5 milhões de toneladas. No acumulado de janeiro a setembro, o país asiático absorveu 79,9% da soja brasileira exportada, acima da média histórica de 74%.

Na semana entre 28 de setembro e 4 de outubro, o line-up de embarques registrou 2,23 milhões de toneladas de soja, com destaque para Santos (277 mil t), Paranaguá (131 mil t) e São Luís/Itaqui (344 mil t). Para o milho, foram programadas 1,60 milhão de toneladas, lideradas por Santos (277 mil t), Paranaguá (262 mil t) e Rio Grande (461 mil t). O farelo de soja totalizou 559 mil toneladas na semana, com Barcarena (80 mil t) e Rio Grande (79 mil t) respondendo pelos maiores volumes.

Na semana anterior, os embarques somaram 1,49 milhão de toneladas de soja, 512 mil toneladas de farelo e 1,62 milhão de toneladas de milho. Os principais volumes de soja saíram por Santos (373 mil t), Paranaguá (187 mil t) e São Francisco do Sul (136 mil t), enquanto o milho se concentrou em Santarém (150 mil t), Vitória (75 mil t) e Rio Grande (137 mil t).

Considerando soja, farelo e milho, o total combinado de exportações deve alcançar entre 14,9 milhões e 15,3 milhões de toneladas em outubro, com média de 15,1 milhões de toneladas, o que representa crescimento de 20,2% em relação as 12,6 milhões de toneladas embarcadas no mesmo mês de 2024.

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