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Clima

Ciclone extratropical provoca ventos fortes e risco de temporais

Fenômeno, que se formou entre o Rio Grande do Sul e o Uruguai, atinge diretamente estados do Sul, do Sudeste, além do MS

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Redação Agro Estadão

19/08/2025 - 16:47

Fenômeno trouxe ventos acima de 100 km/h, chuvas persistentes e ameaça de geadas - Foto: Adobe Stock
Fenômeno trouxe ventos acima de 100 km/h, chuvas persistentes e ameaça de geadas - Foto: Adobe Stock

A formação de um ciclone extratropical entre o Rio Grande do Sul e o Uruguai tem provocado uma série de fenômenos climáticos em diferentes estados do Brasil desde o início desta semana.

O sistema trouxe ventos acima dos 100 km/h em algumas localidades, chuva persistente, risco de temporais, agitação marítima e queda brusca de temperatura, com possibilidade de geada e até neve em áreas mais altas do Sul.

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Além da região Sul, os efeitos atingem diretamente o Sudeste, além do Mato Grosso do Sul. As autoridades recomendam atenção redobrada e acompanhamento dos alertas oficiais da Defesa Civil e do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

Região Sul

A ventania mais intensa ocorreu entre o litoral de Porto Alegre e a região de Santos (SP), com registros próximos de 90 a 100 km/h. No município de Canguçu (RS), as rajadas superaram os 100 km/h. Além dos fortes ventos, o sistema derrubou as temperaturas. Porto Alegre pode registrar, neste início de semana, mínimas de 6 °C, que seriam as mais baixas do ano. A Marinha do Brasil emitiu alerta de ressaca, com possibilidades de ondas de até 3,5 metros entre Mostardas (RS) e Florianópolis (SC).

Em Santa Catarina, a Defesa Civil acompanha os impactos do ciclone, que trouxe chuva persistente em regiões como Grande Florianópolis, Vale do Itajaí e Litoral Norte. Os ventos chegaram a 70 km/h, com chances de índices mais elevados em áreas serranas. A partir desta quarta-feira (20), as instabilidades se espalham por todo o estado, aumentando o risco de alagamentos, destelhamentos e quedas de árvores. O Litoral Sul enfrenta ondas de até três metros, tornando perigosas as atividades náuticas. As temperaturas também despencam, com chance de geada e neve pontual no Planalto Sul.

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No Paraná, a chegada do ar frio associado ao sistema deve derrubar as temperaturas, com mínimas previstas em torno de 4°C em Curitiba. O litoral pode registrar ventos acima de 80 km/h. O Climatempo alerta para risco de geada nas madrugadas seguintes.

Região Sudeste

Em São Paulo, a Defesa Civil estadual emitiu alerta para ventos entre fortes e muito fortes nesta terça (19) e quarta (20), com risco de quedas de árvores, destelhamentos e danos na rede elétrica. No litoral, há previsão de mar agitado e ressaca entre Iguape (SP) e Macaé (RJ).

Após a passagem do ciclone, uma massa de ar seco deve provocar um período de veranico, com temperaturas acima da média: até 37°C em São José do Rio Preto e Ribeirão Preto, 33°C em Bauru e 31°C na capital. Antes disso, porém, o frio avança: a mínima em São Paulo pode cair a 8 °C nesta quarta-feira (20).

No Rio de Janeiro, os ventos no litoral podem passar de 80 km/h, especialmente no sul do estado. Apesar da influência do ar frio, as temperaturas devem cair de forma mais moderada, com mínima de 16°C na capital fluminense. A ressaca também preocupa, com alerta para ondas de até 3,5 metros na costa.

Em Minas Gerais, os efeitos do ciclone chegam principalmente ao sul do estado e à Zona da Mata, onde são esperadas rajadas moderadas de vento e quedas de temperaturas. Há possibilidade de geada em áreas rurais entre esta terça e quarta.

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Mato Grosso do Sul

Em Mato Grosso do Sul, a frente fria associada ao ciclone trouxe rajadas de vento de até 85 km/h e chuva em várias cidades. Campo Grande registrou ventos de 43 km/h e deve seguir com tempo instável, com pancadas e períodos de melhora. No sul do estado, municípios como Dourados, Angélica e Jardim podem acumular até 28 mm de chuva, aumentando o risco de transtornos como quedas de árvores e falta de energia.

Enquanto isso, no norte e nordeste, o veranico começa a ganhar força, com temperaturas de até 37°C em Paranaíba e 35°C em Coxim. Nessas áreas, a umidade do ar preocupa: índices podem chegar a 12% em cidades como Campo Grande e Corumbá, patamar considerado de emergência.

As instabilidades devem perder força a partir de quinta-feira (21), quando o tempo volta a ficar firme na maior parte do estado.

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