Clima
Ano começa com cenário climático desafiador; veja a previsão para janeiro
Inmet prevê volumes desiguais de chuva e temperaturas elevadas, com impactos diretos sobre a atividade agropecuária
Redação Agro Estadão
05/01/2026 - 16:32

A previsão climática para o mês de janeiro indica distribuição irregular das chuvas e temperaturas acima da média em quase todo o País. A análise é do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
Segundo o instituto, os volumes de chuva devem ficar acima da média histórica na Região Norte, no oeste do Centro-Oeste e em grande parte da Região Sul. Em contrapartida, áreas do centro-sul do Nordeste, do centro-norte do Sudeste e da porção leste do Centro-Oeste devem registrar precipitações abaixo do padrão para o mês.
Chuvas: excesso em algumas regiões, falta em outras
Na Região Norte, o Inmet prevê volumes de chuva de até 50 milímetros acima da média em grande parte do Amazonas, Acre, Amapá, Rondônia e em áreas do Pará. Já no centro-sul do Tocantins e no sul de Roraima, os acumulados tendem a ficar próximos ou abaixo da média.
Para a Região Nordeste, a previsão indica chuva abaixo do padrão histórico em praticamente toda a Bahia, no centro-sul do Piauí, na região central do Maranhão e no oeste de Pernambuco. Há expectativa de volumes acima da média apenas em áreas isoladas de Estados como Paraíba, Alagoas, Ceará, Piauí e Maranhão.
No Centro-Oeste, os maiores volumes são esperados no Mato Grosso e no Mato Grosso do Sul. Em Goiás, especialmente fora das regiões nordeste e sudoeste, o prognóstico aponta chuvas próximas ou abaixo da média.
No Sudeste, São Paulo e o sul de Minas Gerais devem registrar volumes acima da média. Já o centro-norte do Rio de Janeiro, o sul do Espírito Santo e grande parte de Minas Gerais tendem a ter chuvas abaixo do normal.
Na Região Sul, os acumulados podem superar a média histórica em quase todos os Estados. Exceções aparecem no centro-oeste de Santa Catarina e no sul do Rio Grande do Sul, onde os volumes devem ficar próximos ou abaixo da média.

Temperaturas acima da média
O Inmet também prevê temperaturas acima da média em quase todo o território brasileiro. No Norte, as temperaturas médias devem ficar até 0,6ºC acima do padrão histórico, com valores entre 26°C e 28°C. No Tocantins, o aquecimento pode chegar a 1°C acima da média.
No Nordeste, a previsão indica calor acima da média em todos os Estados, com destaque para Bahia, Piauí e sul do Maranhão. No sul do Piauí, o aumento médio pode superar 1°C.
No Centro-Oeste, o aquecimento mais intenso é esperado no centro-leste de Goiás, no Distrito Federal, no centro-oeste do Mato Grosso do Sul e no noroeste do Mato Grosso. No Sudeste, as temperaturas devem subir em grande parte de Minas Gerais e em áreas do oeste e nordeste de São Paulo.
Na Região Sul, Santa Catarina e o sul do Rio Grande do Sul tendem a registrar temperaturas próximas da média. Já no norte catarinense, no centro-leste do Paraná e em grande parte do Rio Grande do Sul, os termômetros podem marcar até 0,6°C acima do normal.

Reflexos no campo
O Inmet avalia que o cenário climático traz oportunidades e riscos para a agricultura. No Norte, as chuvas acima da média devem favorecer a reposição da umidade do solo, a semeadura e o desenvolvimento das lavouras de primeira safra, além da recuperação das pastagens. O aumento das temperaturas, porém, pode elevar a evapotranspiração e exigir maior atenção ao manejo hídrico.
No Nordeste, a irregularidade das chuvas tende a impor desafios, sobretudo nas áreas com previsão de déficit hídrico. Nessas regiões, o calor acima da média pode comprometer lavouras de sequeiro, como milho e feijão, principalmente nas fases mais sensíveis do ciclo.
No Centro-Oeste, as chuvas acima da média no Mato Grosso e no Mato Grosso do Sul devem beneficiar culturas em desenvolvimento. Em Goiás, onde a previsão aponta volumes menores, há risco de períodos de restrição hídrica.
No Sudeste, São Paulo deve ter condições favoráveis para lavouras de grãos, cana-de-açúcar e café. Já em Minas Gerais, Espírito Santo e no centro-norte do Rio de Janeiro, a combinação de menos chuva e mais calor pode limitar a disponibilidade de água no solo.
No Sul, os acumulados acima da média tendem a favorecer as culturas de verão em fase inicial e a recuperação das pastagens. No sul do Rio Grande do Sul, a previsão de menor volume de chuva e maior radiação solar pode facilitar as operações de campo e beneficiar o arroz irrigado.
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