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Clima

Chuvas provocam estragos em SC, mantêm alerta e exigem atenção na virada do ano

Estado tem risco elevado de alagamentos nesta quarta-feira, 31; no País, tempo segue instável em várias regiões

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Redação Agro Estadão

31/12/2025 - 09:30

Treze Tílias foi um dos municípios que mais tiveram danos com as chuvas em SC. Foto: Bombeiros/Divulgação
Treze Tílias foi um dos municípios que mais tiveram danos com as chuvas em SC. Foto: Bombeiros/Divulgação

As fortes chuvas que atingem Santa Catarina desde o fim de semana provocaram uma série de estragos em diferentes regiões do Estado, levando municípios a decretar situação de emergência e mantendo as autoridades em atenção máxima às vésperas da virada do ano.

Até o momento, pelo menos cinco cidades — Laguna, Barra Velha, Major Gercino, Treze Tílias e Timbó Grande — oficializaram o decreto, enquanto Florianópolis, São José, Santo Amaro da Imperatriz e Palhoça estão em análise.

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De acordo com a Defesa Civil estadual, ao menos 18 municípios catarinenses foram atingidos pelas tempestades registradas nos últimos dias. O balanço parcial aponta que 115 imóveis sofreram algum tipo de dano, sendo 67 apenas entre segunda, 29, e terça-feira, 30. As ocorrências incluem grandes alagamentos, enxurradas, interdições de vias e pontes, quedas de árvores, danos à rede elétrica e prejuízos a residências e estabelecimentos comerciais.

Um dos casos mais graves foi registrado em Treze Tílias, no oeste do Estado, onde o volume de chuva chegou a cerca de 156 milímetros em apenas duas horas. A força da água deixou veículos submersos e chegou a arrancar o asfalto de uma via. A prefeitura contabilizou aproximadamente 60 famílias atingidas, além de danos significativos em casas e comércios. Equipes dos Bombeiros Voluntários atuaram no resgate e na retirada preventiva de moradores de áreas de risco. Apesar da gravidade da situação, não houve registro de feridos.

treze tílias; enchente
Áreas urbanas e rurais de Treze Tílias foram inundadas. Foto: Éder Luiz/Divulgação

Na Grande Florianópolis, também houve transtornos. Em Florianópolis, choveu cerca de 121 milímetros em apenas três horas, volume que representa quase toda a média histórica esperada para o mês. A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) chegou a suspender atividades presenciais. Alagamentos foram registrados em diversos bairros da Capital, e também em São José e Palhoça. Em outras regiões do Estado, como Joinville e Chapecó, a chuva intensa causou pontos de alagamento e dificuldades no trânsito.

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Fechamento de barragens

Diante do avanço das chuvas e da elevação dos níveis dos rios, o governo de Santa Catarina anunciou o fechamento das comportas de barragens no Vale do Itajaí. A decisão foi tomada após o rio Itajaí-Açu atingir a marca de 4,5 metros no município de Rio do Sul, somada à previsão de continuidade das chuvas intensas. A Defesa Civil reforçou orientações à população, pedindo que moradores evitem atravessar ruas e pontes alagadas, busquem locais seguros durante temporais e mantenham distância de árvores, muros, placas e postes em caso de ventos fortes.

Para esta quarta-feira (31), a situação ainda inspira cuidados. A intensificação da circulação marítima favorece a formação de áreas de instabilidade, principalmente no Litoral Norte, Vale do Itajaí e Grande Florianópolis. Nessas regiões, o risco é considerado muito alto para alagamentos, enxurradas e deslizamentos, já que o solo permanece encharcado. Os acumulados de chuva podem ultrapassar 100 milímetros em pontos isolados. No Grande Oeste, os temporais tendem a ser mais isolados, mas ainda com potencial para raios, rajadas de vento e danos pontuais.

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) também emitiu alertas para Santa Catarina, incluindo aviso de grande perigo para acumulado de chuva acima de 100 milímetros por dia e alerta de tempestade, com possibilidade de ventos entre 60 e 100 km/h e queda de granizo. Há risco de interrupções no fornecimento de energia elétrica, queda de árvores e novos alagamentos.

Fonte: Defesa Civil SC

Como deve ser a virada?

Apesar do cenário de instabilidade ao longo do dia, a previsão para a virada do ano em Santa Catarina é mais otimista. Segundo a Defesa Civil, os temporais típicos do verão devem perder força nos horários próximos à meia-noite. A expectativa é de uma virada com tempo mais firme, vento fraco — abaixo de 10 km/h — e possibilidade apenas de chuva fraca e isolada, sem risco significativo à população.

Já o primeiro dia de 2026 deve ser marcado por calor e abafamento, com pancadas de chuva no período da tarde, especialmente no Litoral Norte, Grande Florianópolis, Planaltos e Litoral Sul, onde o risco para alagamentos pontuais segue elevado.

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Em outras regiões brasileiras

No cenário nacional, a previsão do Climatempo indica que o início do ano será marcado por contrastes climáticos típicos do verão. Na Região Sul, a quarta-feira ainda será de instabilidade, com pancadas de chuva e temporais mais intensos – não apenas em Santa Catarina, mas no norte do Rio Grande do Sul e áreas do Paraná –, enquanto o restante do território gaúcho terá tempo mais firme e quente.

Na Região Sudeste, o sol aparece entre nuvens, mas as pancadas de chuva ganham força entre o fim da manhã e a tarde, com risco de temporais em São Paulo, sul e oeste de Minas Gerais, interior e sul do Rio de Janeiro e sul do Espírito Santo.

No Centro-Oeste, o calor predomina, com temperaturas elevadas e sensação de abafamento. A umidade favorece a formação de pancadas de chuva moderadas a fortes, principalmente em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás. Já no Nordeste, o interior da região concentra as chuvas mais intensas, enquanto o litoral deve registrar períodos de sol e tempo mais firme, despontando como uma das áreas mais favoráveis para acompanhar a queima de fogos.

No Norte do país, o tempo segue abafado, com pancadas frequentes e risco de temporais em estados como Amazonas, Pará, Rondônia e Acre.

Com o avanço do verão e a combinação de calor e umidade, as autoridades reforçam a importância de acompanhar os alertas meteorológicos e seguir as orientações da Defesa Civil, especialmente em áreas com histórico de alagamentos e deslizamentos, para reduzir riscos e evitar novos prejuízos.

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