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Agropolítica

Trump ameaça vinhos franceses e reacende alerta no agro global

Ameaça de tarifas dos EUA leva UE a cogitar “bazuca comercial”, com impacto estimado em € 93 bi contra produtos e empresas norte-americanas

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Redação Agro Estadão

20/01/2026 - 12:17

Setor de vinhos e champanhes é um dos principais exportadores do agro europeu. Foto: Adobe Stock
Setor de vinhos e champanhes é um dos principais exportadores do agro europeu. Foto: Adobe Stock

As relações comerciais entre Estados Unidos e União Europeia (UE) estão em rota de colisão. O presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que pretende impor uma tarifa de 200% sobre vinhos e champanhes franceses — medida que pode afetar de forma significativa um dos principais setores exportadores do agronegócio europeu.

Além das bebidas, o governo dos EUA ameaça ampliar o uso de tarifas como instrumento de pressão política. Trump anunciou a intenção de aplicar tarifas de 10% — com possibilidade de elevação para 25% a partir de junho — sobre produtos de países como Dinamarca, França, Alemanha, Reino Unido, Países Baixos, Noruega, Suécia e Finlândia, a partir de 1º de fevereiro de 2026. 

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As medidas estão ligadas às tensões diplomáticas envolvendo a Groenlândia — território autônomo do reino da Dinamarca —, que Trump quer anexar ao território norte-americano sob a alegação de segurança nacional. Diante do cenário, a UE passou a discutir mecanismos de defesa comercial, com potencial impacto sobre fluxos globais de alimentos, bebidas e commodities agrícolas. 

“Bazuca” europeia como resposta a Trump

A escalada das tensões levou líderes europeus a realizarem uma reunião de emergência em Bruxelas, no último domingo, 18, para discutir uma resposta conjunta às ameaças comerciais dos EUA. 

Entre as alternativas em avaliação, está o acionamento do Instrumento contra Coerção Econômica, criado em 2023 e apelidado de “bazuca comercial” europeia. Esse mecanismo permitiria que a UE imponha sanções, limite importações, restrinja investimentos e até suspenda contratos públicos de países considerados autoritários. A França formalizou o pedido para que o bloco avalie o uso do instrumento. 

Segundo o ministro delegado para a Europa, Benjamin Haddad, a UE dispõe de ferramentas para reagir, incluindo a limitação de acesso aos seus mercados, a taxação de serviços digitais e a exclusão de empresas estrangeiras de licitações públicas. O jornal Financial Times aponta que o pacote de retaliações em discussão na UE pode atingir € 93 bilhões em tarifas e restrições contra produtos e empresas norte-americanas.

Embora o mecanismo nunca tenha sido acionado, sua possível utilização amplia a incerteza no comércio global. Durante o Fórum Econômico Mundial, em Davos, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, criticou o uso de tarifas entre parceiros históricos e afirmou que medidas desse tipo representam “um erro”. Ela defendeu ainda uma maior autonomia europeia e o fortalecimento das cadeias de suprimento do bloco.

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