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Sustentabilidade

A técnica japonesa que cria plantas flutuantes

Forma de cultivo japonesa alia simplicidade, estética e práticas agrícolas sustentáveis

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Redação Agro Estadão*

09/09/2025 - 07:00

Foto: Adobe Stock
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Para quem nunca viu de perto, a primeira impressão é de mágica: como uma planta pode viver suspensa apenas em uma esfera verde? Esse é o kokedama.

O kokedama pode parecer uma técnica sofisticada das floriculturas urbanas, mas nasceu de um princípio simples: cultivar plantas de forma sustentável, usando apenas terra, musgo e cordões.

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Essa “bola de musgo” japonesa pode ser alternativa de renda para pequenos produtores e floricultores, valorizando recursos já disponíveis na propriedade.

Conceito e origem da kokedama

kokedama
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Kokedama, que em japonês significa literalmente “bola de musgo” (koke = musgo, dama = bola), é uma técnica que tem suas raízes na arte do Bonsai. No entanto, o kokedama se destaca por sua abordagem mais simples e acessível. 

Esta forma de cultivo envolve a criação de uma esfera composta por planta, substrato e musgo. A filosofia por trás do kokedama está profundamente enraizada nos princípios japoneses de simplicidade, naturalidade e contemplação. 

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Ao remover o vaso tradicional e criar uma esfera de substrato envolta em musgo, o kokedama oferece uma conexão mais direta entre a planta e seu ambiente. 

Kokedama como ferramenta de diversificação

Para os pequenos e médios produtores rurais e floricultores, a produção de kokedama representa uma excelente oportunidade de diversificação de renda. Uma das principais vantagens desta técnica é o baixo custo inicial de implementação. 

Os produtores podem aproveitar plantas ornamentais já cultivadas em suas propriedades ou adquirir mudas de baixo custo para iniciar a produção.

Além disso, a sustentabilidade é um aspecto fundamental do kokedama. Ao dispensar o uso de vasos plásticos, esta técnica reduz significativamente o impacto ambiental. 

Os produtores podem utilizar materiais orgânicos disponíveis em suas próprias fazendas, como fibra de coco e musgo, para criar as esferas. Isso reduz custos e promove práticas agrícolas mais ecológicas.

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Técnicas e materiais para a criação de kokedamas

kokedama
Foto: Adobe Stock

Para criar kokedamas de alta qualidade, é essencial entender os materiais necessários e as etapas básicas de montagem. A escolha de materiais de boa procedência é fundamental para o sucesso do projeto.

Substrato ideal para kokedama

O substrato para kokedama deve ser cuidadosamente formulado para garantir o crescimento saudável da planta. Uma mistura típica inclui terra vegetal, akadama (argila japonesa) ou argila comum, húmus de minhoca, perlita ou vermiculita, e fibra de coco. 

Cada componente desempenha um papel específico:

  • Terra vegetal: fornece nutrientes essenciais;
  • Akadama ou argila: ajuda na retenção de água e nutrientes;
  • Húmus de minhoca: melhora a estrutura do solo e adiciona nutrientes;
  • Perlita/vermiculita: aumenta a aeração e drenagem;
  • Fibra de coco: retém umidade e ajuda na estrutura da esfera.

A proporção ideal destes componentes varia dependendo da planta escolhida, mas geralmente busca-se um equilíbrio entre drenagem, aeração e retenção de umidade. 

Para quem busca alternativas sustentáveis e de baixo custo, é possível adaptar a mistura utilizando materiais disponíveis localmente, desde que se mantenham as propriedades essenciais do substrato.

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Plantas adequadas para kokedama no clima brasileiro

A escolha da planta certa é fundamental para o sucesso do kokedama. No clima brasileiro, diversas espécies se adaptam bem a esta técnica de cultivo. Algumas opções populares incluem:

  • Folhagens: samambaias, jiboia e lírio da paz;
  • Suculentas: diversas espécies que requerem pouca água;
  • Orquídeas: especialmente as Phalaenopsis;
  • Plantas floríferas: violetas e kalanchoes;
  • Plantas de interior: mini espada de São Jorge e peperômias.

Ao escolher as plantas, é importante considerar as condições climáticas regionais e optar por espécies que tenham boa demanda no mercado local. 

Plantas de fácil manutenção são ideais para iniciantes na técnica e podem garantir um produto final de qualidade com menos esforço.

Mercado e comercialização de kokedamas

Foto: Adobe Stock

Para comercializar com sucesso, é importante considerar diversos canais de venda:

  • Feiras de artesanato e mercados de produtores;
  • Lojas de jardinagem e floriculturas;
  • Plataformas de venda online e redes sociais;
  • Parcerias com designers de interiores e paisagistas.

Ao definir o preço dos kokedamas é essencial considerar os custos de produção, incluindo materiais e mão de obra, além do valor agregado pela técnica artesanal. 

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A criação de uma identidade visual ou “branding” para as peças pode ajudar a diferenciá-las no mercado e justificar um preço premium.

O apelo estético único do kokedama, combinado com sua natureza sustentável, são fortes diferenciais de venda. Produtores podem enfatizar a origem artesanal, o uso de materiais naturais e os benefícios ambientais da técnica em suas estratégias de marketing.

*Conteúdo gerado com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação Agro Estadão

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