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Sustentabilidade

Produção de leite no Brasil emite menos carbono que média global, aponta estudo

Estudo conduzido em sete estados mostra que maior produtividade reduz em até 43% as emissões por litro produzido

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Redação Agro Estadão

10/03/2026 - 08:33

Desempenho brasileiro se aproxima ao de países com cadeias leiteiras consolidadas, como Alemanha e Estados Unidos. Foto: Adobe Stock
Desempenho brasileiro se aproxima ao de países com cadeias leiteiras consolidadas, como Alemanha e Estados Unidos. Foto: Adobe Stock

A produção de leite no Brasil emite menos da metade do carbono registrado na média mundial, aponta estudo realizado pela Cargill Nutrição e Saúde Animal em parceria com a Universidade de São Paulo (USP) e a Embrapa Gado de Leite. 

O levantamento indica que a pecuária leiteira brasileira emite, em média, 1,19 quilo de dióxido de carbono equivalente (CO₂eq) para cada quilo de leite produzido, isso, considerando o leite corrigido para gordura e proteína, como adotado no padrão internacional. Enquanto isso, a média global é estimada em 2,5 quilo de CO₂eq por quilo.

CONTEÚDO PATROCINADO

Para chegar ao resultado, foram avaliados três sistemas produtivos em quatro biomas brasileiros. Nesse recorte, o Pampa apresentou a menor pegada média (0,99 quilo de CO₂eq por quilo de leite), seguido por Cerrado (1,12 quilo), Mata Atlântica (1,19 quilo) e Caatinga (1,50 quilo).

Segundo o estudo, o desempenho brasileiro se aproxima ao de países com cadeias leiteiras consolidadas, como a Alemanha, onde a média nacional é de 1,2 quilos de CO₂eq e se próxima à dos Estados Unidos (1,0 quilos).

Produtividade e sustentabilidade

O estudo também identificou relação direta entre eficiência produtiva e menor emissão por litro. Fazendas com produção diária superior a 25 litros por vaca registraram pegada média de 0,90 quilos de CO₂eq por quilo de leite. Já as propriedades com produtividade inferior apresentaram índice de 1,58 quilos.

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Na comparação entre sistemas, o ganho de produtividade permitiu redução de até 43% nas emissões por litro produzido. “Os dados mostram que decisões técnicas relacionadas ao manejo do rebanho impactam diretamente os indicadores ambientais da atividade”, afirmou 

“Os dados mostram que decisões técnicas relacionadas ao manejo do rebanho, como ajustes de dieta e tecnologias com foco em eficiência produtiva, impactam diretamente os indicadores ambientais da atividade”, destaca Marcelo Dalmagro, diretor de marketing estratégico e tecnologia da Cargill Nutrição e Saúde Animal. Ele ressalta que, além de vital para a sustentabilidade econômica das propriedades leiteiras, a produtividade passa a ser também um parâmetro associado à redução de emissões dentro da porteira.

Metodologia do estudo

Realizado entre 2022 e 2024, o trabalho analisou 24.349 animais em 28 propriedades distribuídas por sete estados, com produção anual de 162,1 milhões de litros de leite. Segundo os pesquisadores, a base de dados está entre as mais amplas já reunidas para o setor lácteo no País.

Intitulado “Benchmarking da Pegada de Carbono”, o estudo utilizou a metodologia de Avaliação de Ciclo de Vida (ACV), que mede os impactos ambientais do sistema produtivo do berço ao portão da fazenda. O projeto também seguiu as normas internacionais ISO 14040, 14044 e 14067, o que, de acordo com os organizadores, garante padronização metodológica e comparabilidade dos dados.

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