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Sustentabilidade

Governo oficializa Plano Clima com meta de neutralidade de emissões até 2050

Documento projeta redução de até 67% nos gases de efeito estufa para 2035 e destina R$ 33 bilhões ao Fundo Clima

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Redação Agro Estadão*

17/03/2026 - 10:44

Foto: Fernando Donasci/MMA
Foto: Fernando Donasci/MMA

O governo federal lançou oficialmente, nesta segunda-feira, 16, o Plano Clima. O documento estabelece as diretrizes estratégicas para que o Brasil realize a transição para uma economia de baixo carbono, com o objetivo de alcançar a neutralidade de emissões líquidas de gases de efeito estufa até 2050 (acesse a íntegra aqui). O lançamento ocorre após meses de tratativas e atritos com o setor agropecuário, especialmente em torno das projeções de emissões para o segmento.

Metas e eixos estratégicos 

O pilar central do projeto define uma meta de médio prazo ambiciosa: reduzir as emissões de dióxido de carbono entre 59% e 67% até 2035, tomando como base os níveis registrados em 2005. A contenção servirá como pilar para que o Brasil elimine sua pegada de carbono até o ano de 2050. A estrutura do programa está dividida em três eixos principais:

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  1. Mitigação: reúne oito planos setoriais com metas específicas de descarbonização em áreas estratégicas da economia;
  2. Adaptação: composto por 16 planos setoriais e temáticos, o foco aqui é o aumento da resiliência nacional. Entre as áreas prioritárias estão a agricultura e pecuária, biodiversidade, cidades e indústria;
  3. Estratégias Transversais: aborda frentes como justiça climática, inovação tecnológica, educação e transparência.

Recursos e implementação 

Para viabilizar as ações previstas ainda este ano, o Fundo Clima terá um aporte superior a R$ 33 bilhões. Desse montante, R$ 27,5 bilhões serão operados pelo BNDES em caráter reembolsável.

A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, destacou que o plano é a principal ferramenta estatal para mitigar desastres climáticos recentes, como as secas e cheias severas na Amazônia e as tragédias no Rio Grande do Sul e Minas Gerais. 

O texto final é resultado de um processo iniciado em 2023, sob a coordenação do Comitê Interministerial sobre Mudança Climática (CIM), que envolve 25 ministérios. Segundo o ministro da Casa Civil, Rui Costa, o plano não é apenas uma política de Estado, mas um “chamado à ação” para o setor privado e a sociedade civil, visando posicionar o país na liderança global da agenda ambiental por meio de responsabilidades compartilhadas.

“O plano orienta o país a acelerar a transição para uma economia de baixo carbono e a se preparar para os impactos das mudanças climáticas. Estamos construindo as bases para um futuro mais sustentável, com desenvolvimento econômico, proteção ambiental e qualidade de vida para a população brasileira”, afirma o ministro da Casa Civil, Rui Costa.

*Com informações da Agência Brasil

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