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Sustentabilidade

Por que prefeituras querem exterminar essa planta de suas cidades?

Classificada entre as 100 piores espécies invasoras do mundo, a leucena forma densos aglomerados que comprometem áreas de preservação

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Redação Agro Estadão*

25/08/2025 - 08:29

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Algumas cidades enfrentam um desafio ambiental crescente: a proliferação da leucena (leucaena leucocephala), uma planta que, apesar de benefícios iniciais, hoje representa uma ameaça séria à biodiversidade local. 

A preocupação é tamanha que algumas prefeituras, como Serra (ES), Sorocaba (SP), Itu (SP) e Campo Grande (MS), já atuam para erradicar a leucena. Na capital do Mato Grosso do Sul, uma lei municipal proíbe o plantio, comércio, transporte e produção da espécie, com previsão de multa para quem descumprir a determinação.

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O que é a leucena?

A leucena é uma leguminosa arbustiva ou arbórea de crescimento rápido, nativa da América Central. No passado, ela foi introduzida em diversas regiões do mundo, incluindo o Brasil, por suas características desejáveis. 

A planta demonstra alta capacidade de fixação de nitrogênio no solo, agindo como um adubo verde natural. Serve, por conseguinte, como forrageira para gado e ferramenta para a recuperação de áreas degradadas.

Sua adaptabilidade a diferentes tipos de solo e condições climáticas permitiu uma rápida disseminação. 

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Contudo, essa mesma capacidade de adaptação transformou-a em uma espécie com alto potencial de se tornar invasora, representando um desafio para o equilíbrio dos ecossistemas.

Leucena: invasora ou aliada?

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Embora tenha chegado ao Brasil com a intenção de ser uma aliada na agricultura, principalmente como forragem de alto valor nutritivo para ruminantes e para enriquecer o solo com nitrogênio, em muitos ambientes, ela se comporta como uma séria ameaça ambiental. 

A União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) a classifica entre as 100 piores espécies invasoras do mundo. Quando a leucena se torna invasora em uma propriedade rural, causa problemas significativos:

Compete intensamente com espécies nativas: ela cresce rapidamente, formando densos aglomerados que sombreiam e sufocam a vegetação local. Disputa vorazmente por água, luz e nutrientes, levando à diminuição e até à extinção de plantas nativas. 

Este processo impacta toda a flora e fauna do ecossistema, dificultando a regeneração natural e o estabelecimento de outras espécies.

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A planta é especialmente perigosa em áreas de preservação permanente (APPs), como margens de rios e córregos. Sua presença ali pode comprometer a saúde hídrica e a estabilidade do solo. 

Reconhecer a leucena no campo é um passo importante. A planta possui folhas compostas (semelhantes às da mimosa ou sensitiva), flores brancas agrupadas em pequenas bolas e vagens achatadas, que contêm sementes marrons e brilhantes. 

Alternativas sustentáveis à leucena para o produtor rural

Para produtores que buscam os benefícios da fixação de nitrogênio, forragem e recuperação do solo sem os riscos da leucena, existem opções viáveis. 

Espécies como a Gliricídia e a Sesbânia são leguminosas que desempenham funções semelhantes, mas sem o potencial invasor da leucena.

É fundamental priorizar o uso de árvores e arbustos nativos para a restauração de matas ciliares, áreas de preservação permanente (APPs) e para o enriquecimento de pastagens

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Essas espécies se adaptam melhor ao ambiente local e contribuem para a saúde do ecossistema. Consulte órgãos ambientais locais ou agrônomos: eles podem indicar as espécies mais adequadas ao bioma de sua propriedade e oferecer orientações de manejo.

O papel do produtor no combate à leucena

leucena
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A legislação desempenha um papel importante na gestão de espécies invasoras e o produtor rural tem responsabilidade neste processo. 

Em Campo Grande, a proibição de plantar, comercializar, transportar e produzir a leucena reflete a seriedade do problema ambiental que a planta provoca. O descumprimento da lei acarreta multas. 

Portanto, é essencial que os produtores se informem sobre a legislação específica de sua localidade ou estado, garantindo a conformidade e contribuindo ativamente para a proteção da biodiversidade e do equilíbrio ambiental.

*Conteúdo gerado com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação Agro Estadão

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