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Sustentabilidade

Agricultura regenerativa e microbacias ajudam a preservar o Rio Tietê

Parceria entre Grupo Heineken e a Rizoma combina captação de água da chuva, sistema agroflorestal e reflorestamento

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Redação Agro Estadão

18/10/2025 - 05:00

“Barraginhas” armazenam temporariamente até 21 milhões de litros de água por estação chuvosa. Foto: Heineken/Divulgação
“Barraginhas” armazenam temporariamente até 21 milhões de litros de água por estação chuvosa. Foto: Heineken/Divulgação

A região de Itu, em São Paulo, acaba de ganhar 72 microbacias para captação de água da chuva. As estruturas, conhecidas como “barraginhas”, têm capacidade para armazenar temporariamente até 21 milhões de litros de água por estação chuvosa, permitindo infiltração gradual no solo. 

O projeto é resultado de uma parceria entre o Grupo Heineken e a Rizoma, empresa agroflorestal, como parte de uma estratégia de agricultura regenerativa. Construídas na fazenda de agricultura regenerativa da marca de cervejas, elas devem reforçar a recarga de aquíferos da região, reduzindo a erosão do solo e preservando córregos que abastecem o Rio Tietê. 

CONTEÚDO PATROCINADO

Segundo Osvaldo Viu Serrano Jr. (Juca), COO da Rizoma, o conjunto de barraginhas ajuda a manter os córregos e afluentes que alimentam o Tietê, inclusive em períodos de estiagem. “Com esses pontos de captação, induzimos um processo de infiltração mais eficiente no solo, favorecendo o fluxo hídrico e a recarga de aquíferos fundamentais para a região”, explica.

Segundo o vice-presidente de Sustentabilidade & Assuntos Corporativos do grupo, Mauro Homem, adotar soluções baseadas na natureza, como as microbacias de infiltração, faz parte da estratégia de sustentabilidade e gestão ambiental da marca. “Estamos falando de um investimento que melhora a produtividade agrícola e, ao mesmo tempo, fortalece o equilíbrio hídrico da região”.

Projeto já plantou 200 mil mudas em 142 hectares. Foto: Heineken/Divulgação

Agricultura regenerativa em expansão

O trabalho em Itu integra o programa Heineken Spin, voltado a negócios de impacto. Dentro de pouco mais de um ano, o projeto realizou o plantio de 200 mil mudas em 142 hectares, o equivalente a 200 campos de futebol. A meta, segundo a empresa, é alcançar mais de 800 hectares de agrofloresta até 2030, combinando espécies nativas da Mata Atlântica com cultivos de citros e gerando cerca de 120 novas posições de trabalho.

A estimativa é evitar um gasto de R$ 53 milhões em 20 anos com reduções de emissões de carbono, além da remoção de 500 mil toneladas de carbono em 25 anos. Somente em 2025, a expectativa é de reduzir 9,6 mil toneladas, sendo 2,5 mil diretamente do cultivo de citros. “A combinação entre produção agrícola e conservação ambiental faz parte da transformação que queremos liderar”, acrescenta o executivo.

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