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Pecuária

Raiva em rebanhos acende alerta no Paraná

Vacinação obrigatória em 30 municípios e ações educativas buscam conter avanço da zoonose no Oeste do Estado

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Redação Agro Estadão

20/11/2025 - 11:19

Vacinação preventiva é a melhor forma de combate direto à doença. Foto: Adapar/Divulgação
Vacinação preventiva é a melhor forma de combate direto à doença. Foto: Adapar/Divulgação

O aumento de casos de raiva herbívora em rebanhos do Paraná reacendeu a preocupação com o controle da zoonose, que pode ser transmitida entre animais e seres humanos. Nos herbívoros, como vacas e cavalos, a raiva é transmitida principalmente por morcegos por meio de mordidas.

“Os casos comprovados da doença em herbívoros no Paraná durante o último ano chegaram a 258. Em 2025, foram investigados mais de 400, destes, 218 casos confirmados até agora”, explica o chefe do Departamento de Saúde Animal, da Adapar, Rafael Gonçalves Dias.

Com apoio da Federação de Agricultura do Paraná (FAEP), autoridades sanitárias intensificaram medidas de vigilância e campanhas de conscientização, além de determinar a vacinação obrigatória em áreas críticas.

De acordo com Dias, a alta incidência levou à publicação da Portaria nº 368/2025, que tornou obrigatória a vacinação contra a raiva em 30 municípios da região. A medida vale para bovinos, búfalos, equinos, asininos, muares, ovinos e caprinos a partir dos três meses de idade.

A vacina contra a raiva tem baixo custo, pode ser aplicada pelo próprio produtor e deve ser repetida anualmente. A imunização preventiva é fundamental, pois uma vez que o animal manifeste sintomas, a doença é fatal e sem tratamento.

A orientação para suspeitas da doença é isolar o animal, notificar imediatamente a Adapar e evitar qualquer manipulação sem proteção. Entre os sintomas estão salivação intensa, dificuldade para engolir, alteração de comportamento e paralisia dos membros — sinais quase sempre letais.

Mesmo em municípios sem obrigatoriedade, a vacinação é considerada essencial. “A imunização preventiva ajuda a criar uma barreira sanitária que reduz o risco de disseminação do vírus”, ressalta Dias. Boas práticas como registrar vacinações, qualificar equipes e incluir cláusulas de sanidade em transações de animais também fazem parte das recomendações para conter a doença.

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