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Pecuária

Clonagem animal: como a vaca mais cara do mundo foi copiada

Lei regulamenta a clonagem de animais domésticos e silvestres, exigindo rastreabilidade total do nascimento à morte

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Redação Agro Estadão*

22/02/2026 - 05:00

Vaca Nelore Donna FIV CIAV Foto: Instagram Neloreoficial/Divulgação
Vaca Nelore Donna FIV CIAV Foto: Instagram Neloreoficial/Divulgação

A vaca mais cara do mundo tem nome e endereço no Brasil. Donna FIV CIAV, da raça Nelore, foi vendida por R$ 54 milhões no Leilão Cataratas Collection em Foz do Iguaçu. O cantor Murilo Huff comprou 25% do pacote genético em parceria com outras três empresas. 

O preço alto se justifica pela biotecnologia: a vaca já deu origem a três clones. 

CONTEÚDO PATROCINADO

Este exemplo mostra que a clonagem saiu da ficção científica e virou uma ferramenta de negócios no agronegócio brasileiro.

O que é e como funciona a clonagem animal na prática

A clonagem animal é um processo que cria animais geneticamente iguais. A técnica mais usada se chama Transferência Nuclear de Células Somáticas. Basicamente, os cientistas pegam o núcleo (parte central) de uma célula do animal que querem copiar e colocam dentro de um óvulo vazio.

O resultado é um “gêmeo idêntico nascido em época diferente”. O clone nasce com as características selecionadas do animal original. 

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No caso de vacas como Donna FIV CIAV, isso significa manter a mesma capacidade de produção de embriões, conformação, melhoramento genético do rebanho de corte e outras qualidades que valem milhões.

O processo acontece em laboratórios especializados. Depois da transferência do núcleo, o embrião se desenvolve em laboratório antes de ser colocado numa vaca que vai “emprestar” o útero para a gestação. Todo o trabalho precisa de muito cuidado para dar certo.

As principais finalidades da clonagem animal

A clonagem serve para preservar animais excepcionais que poderiam morrer por acidente ou idade. 

Na reprodução normal, os filhotes podem herdar características boas ou ruins dos pais. Com a clonagem, você garante que as qualidades do animal original sejam preservadas.

Os produtores usam a técnica para multiplicar seus melhores animais rapidamente. Isso acelera a melhoria dos rebanhos no país. Quem investe milhões em genética animal vê na clonagem uma forma de proteger esse investimento.

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A clonagem não substitui a reprodução normal, mas funciona como um “seguro”. Ajuda criadores a espalhar rapidamente as características dos seus melhores animais pelo rebanho, aumentando o retorno do dinheiro investido.

Vantagens estratégicas da clonagem para o produtor

O maior benefício econômico é ter um rebanho mais uniforme. Com animais clonados, o produtor sabe exatamente o que esperar em termos de produção de leite, qualidade da carne e outras características importantes para o negócio.

A clonagem elimina as surpresas da reprodução normal. Os animais funcionam como “fábricas de genética”, produzindo descendentes com padrões conhecidos e aprovados pelo mercado.

O retorno do investimento fica mais previsível porque você trabalha com genética já testada. Os criadores diminuem riscos e aumentam a eficiência, especialmente em fazendas onde a uniformidade do rebanho afeta diretamente o lucro.

Clonagem animal no Brasil
Foto: Adobe Stock

Regulamentação: a lei da clonagem animal no Brasil

O presidente Lula assinou, em 13 de novembro de 2024, a Lei 15.021/24 que regulamenta a produção, venda, importação e exportação de animais clonados no Brasil. Esta lei é importante porque dá segurança legal para quem investe nessa tecnologia.

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A lei vale para animais domésticos usados na produção, como bois, porcos, cabras e aves. Também permite clonar animais silvestres brasileiros, mas só com autorização do Ibama. O Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) fica responsável por fiscalizar e controlar tudo.

O governo vai manter um banco de dados de acesso público. Isso garante que seja possível rastrear qualquer animal clonado no país.

Exigências legais e controle do material genético

Todos os clones devem ser identificados obrigatoriamente. Cada animal precisa ter um registro completo de sua origem, desde a célula que foi usada para criar o clone até o nascimento. Isso garante transparência e confiança no sistema.

A lei exige controle sanitário rigoroso para garantir a saúde dos animais e a segurança dos processos. Estabelece regras específicas para laboratórios e criadores, reduzindo riscos de contaminação ou problemas de saúde relacionados à clonagem.

A segurança legal permite que investidores e laboratórios trabalhem dentro de regras claras. Isso coloca o Brasil em posição competitiva no mercado mundial de genética animal, consolidando o país como referência em biotecnologia.

*Conteúdo gerado com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação Agro Estadão

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