Pecuária
Gripe aviária: Argentina confirma novo surto em aves comerciais
Novo caso surge semanas após UE anunciar retomada das importações de carne de aves argentinas a partir de 1º de março de 2026
Broadcast Agro
24/02/2026 - 08:58

O Serviço Nacional de Sanidade e Qualidade Agroalimentar (Senasa) da Argentina confirmou a detecção de um novo surto de gripe aviária de alta patogenicidade (IAAP) subtipo H5 em aves de produção comercial na localidade de Ranchos, província de Buenos Aires. O diagnóstico, validado pelo Laboratório Oficial em Martínez, ocorreu após a notificação de sinais clínicos compatíveis com a doença e elevada mortandade em um estabelecimento de linhagem genética de reprodutores.
Em resposta à detecção, o organismo sanitário ativou seu plano de contingência, estabelecendo a interdição imediata da granja e a criação de uma zona de controle sanitário de 3 km, além de uma área de vigilância de 7 km para monitoramento e rastreamento epidemiológico. Agentes oficiais supervisionarão o despovoamento e o abate sanitário das aves, seguidos pela desinfecção rigorosa do local para contenção do vírus.
A nova ocorrência interrompe um período de estabilidade para o setor, considerando que a Argentina havia se autodeclarado livre da doença perante a Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) em outubro de 2025, após o encerramento de um surto anterior registrado em Los Toldos.
Exportações
O registro do novo caso ocorre em um momento estratégico, semanas após o anúncio de que a União Europeia autorizaria a retomada das importações de carne de aves argentina a partir de 1º de março de 2026, após o país recuperar seu status sanitário.
Em virtude do novo foco, o Senasa informará oficialmente a OMSA e suspenderá temporariamente as exportações para países com os quais mantém acordos como nação livre da enfermidade. Entretanto, o país poderá continuar comercializando com mercados que reconhecem a estratégia de zoneamento e compartimentos livres de IAAP. O consumo interno não será prejudicado, pois a gripe aviária não é transmitida pela ingestão de carne de aves ou ovos. Caso não surjam novos surtos, a Argentina poderá pleitear novamente a condição de país livre 28 dias após a conclusão das tarefas de sacrifício e limpeza.
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