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Pecuária

MG realiza simulado para reforçar status de área livre de aftosa

Exercício, que começa neste sábado, 27, mobiliza 220 servidores para testar resposta do Estado a um possível foco de febre aftosa

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Paloma Santos | Brasília | paloma.santos@estadao.com

27/09/2025 - 05:00

Governo de Minas Gerais destinou R$ 1 milhão para a realização deste simulado. Foto: IMA/Divulgação
Governo de Minas Gerais destinou R$ 1 milhão para a realização deste simulado. Foto: IMA/Divulgação

Montes Claros (MG) sediará o primeiro Exercício Simulado de Atendimento a Foco de Febre Aftosa do Estado. A ação é coordenada pelo Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), com apoio do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), e terá os resultados registrados junto à Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA). As ações em campo começam neste sábado, 27, e vão até 3 de outubro (segunda-feira). 

O objetivo é comprovar a capacidade do Estado em responder a uma emergência sanitária, reforçando o status de zona livre de febre aftosa sem vacinação, conquistado em 2024 no âmbito nacional e certificado internacionalmente em maio deste ano. Desde 1996, Minas Gerais não registra casos da doença.

CONTEÚDO PATROCINADO

A certificação da OMSA exige a suspensão da vacinação contra a doença e a proibição de ingresso de animais vacinados nos Estados por, pelo menos, 12 meses antes da mudança do status sanitário, o que foi cumprido pelo País.

Estrutura do exercício

Segundo o IMA, cerca de 220 pessoas estarão envolvidas diretamente na simulação, incluindo médicos veterinários, policiais militares e rodoviários, Defesa Civil, Corpo de Bombeiros, profissionais da prefeitura municipal além da equipe da Seapa (de áreas meio e fim, de diversas regiões do Estado) e representantes do Mapa. 

Apesar de se tratar de uma situação fictícia, a dinâmica seguirá protocolos reais: notificação oficial do ministério, identificação de suspeita clínica, coleta de material, isolamento da propriedade-foco, vistoria em propriedades em raio de até 10 quilômetros e rastreamento da movimentação de animais.

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Apesar de fictícia, situação seguirá protocolos reais, como visitas a propriedades em um raio de até 10 km. Foto: IMA/Divulgação

Serão realizadas, inclusive, blitze de trânsito para a desinfecção dos veículos que tenham transitado por áreas “potencialmente contaminadas”. “Essas blitze são todas educativas. Então, o fiscal vai parar, vai informar que é um exercício simulado, fazer a entrega de material e a desinfecção dos veículos para evitar essa contaminação cruzada”, explica a diretora-geral do IMA, Luiza de Castro.

De acordo com a gestora, o exercício demonstra a confiança necessária para manter as relações comerciais já existentes e alcançar os países mais exigentes. “Mercado é confiança. Precisamos mostrar que temos plena condição de atender a um eventual foco de febre aftosa, restringir a disseminação do vírus e dar segurança aos acordos comerciais”, afirmou.

Investimentos e tecnologia

O governo de Minas já destinou aproximadamente R$ 70 milhões desde 2019 para fortalecer a defesa agropecuária, dos quais R$ 1 milhão para este simulado. Segundo a diretora, o recurso tem sido aplicado em infraestrutura, capacitação de equipes e adoção de novas tecnologias.

Luiza destacou que o exercício utilizará ferramentas desenvolvidas para emergências sanitárias e auditadas internacionalmente. “Esse investimento em inovação é fundamental para garantir rastreabilidade, transparência e capacidade de resposta”, disse.

A iniciativa integra o Plano Estratégico 2017-2026 do Programa Nacional de Vigilância de Febre Aftosa (PNEFA). Para o IMA, além de cumprir compromissos internacionais, o exercício certifica a equipe técnica em situações de crise e amplia a integração entre órgãos estaduais, federais e municipais.

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