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Economia

Sindiveg: uso de defensivos no campo cresceu 10,5% em 2023; MT e RO lideram

Aumento de área e incidência de pragas e doenças explicam o movimento de alta

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Sabrina Nascimento

13/06/2024 - 16:28

Foto: Adobe Stock
Foto: Adobe Stock

A área tratada com defensivos agrícolas ao longo de 2023 cresceu 10,5% no Brasil em comparação com o ano anterior. As informações são de pesquisa encomendada pelo Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para a Defesa Vegetal (Sindiveg) à Kynetec Brasil, líder global em pesquisa dos mercados agrícola e saúde animal.

“O aumento do uso de produtos, de área tratada e de volume deu-se em função do aumento da área plantada no ano passado”, explicou o vice-presidente de relações institucionais do Sindiveg, João Sereno Lammel, ao Agro Estadão durante apresentação dos dados nesta quarta, 12, na sede da Ihara, em Sorocaba (SP). 

CONTEÚDO PATROCINADO

“O aparecimento de pragas e ervas daninhas faz com que o agricultor busque o controle desse problema e, obviamente, está sendo através da procura pelos defensivos”, destacou Lammel. 

A pesquisa consultou 15 mil produtores e utilizou a metodologia desenvolvida pelo Sindiveg, que projeta dados do mercado de defensivos com base na utilização do produto por área tratada (PAT). Esse conceito destaca o volume efetivamente usado pelos produtores rurais e o número de aplicações de defensivos nas áreas cultivadas. 

Na divisão da área PAT por cultivos, a soja representou 55% da área tratada com defensivos, seguida pelo milho (18%), algodão (7%), pastagem (6%) e cana (4%).

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Fonte: Levantamento encomendado pelo Sindiveg à Kynetec Brasil

A pesquisa também mostrou que o valor de mercado para o uso de defensivos aumentou 1,9%, passando de US$ 20.322 milhões em 2022 para US$ 20.706 milhões em 2023. Os herbicidas foram os produtos mais utilizados (24%), seguidos pelos inseticidas (27%) e fungicidas (8%). 

Fonte: Levantamento encomendado pelo Sindiveg à Kynetec Brasil

Olhando o recorte por estado, o consumo de defensivos agrícolas no último ano teve como destaques: Mato Grosso e Rondônia (27%), São Paulo e Minas Gerais (18%), BAMATOPIPA — Bahia, Maranhão, Tocantins, Piauí e Pará — (14%). 

Expectativa para 2024

Nos três primeiros meses deste ano, a receita com a venda de defensivos recuou 12% em comparação com o primeiro trimestre do ano anterior. Apesar do cenário de queda, a expectativa com o aumento de área na próxima safra, sobretudo para o milho 2ª safra, mantém a perspectiva positiva. 

“O milho da safrinha plantada no ano de 2025, provavelmente, vai ser maior que no ano de 2024, e o uso de defensivos está muito relacionado também com o total da área plantada. Na medida em que expande a área plantada, aumenta a necessidade do uso de defensivos para proteger os cultivos”, afirma em vídeo o vice-presidente de relações institucionais do Sindiveg.

João Sereno Lammel, vice-presidente de relações institucionais do Sindiveg, explica o aumento de área tratada com defensivos em 2023 e as expectativas para 2024

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  • Jornalista viajou a convite do Sindiveg

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