Economia
Qual região tem o hectare mais caro? E o mais barato? Incra lança Atlas do Mercado de Terras
De acordo com o documento, valores em algumas partes do Brasil podem passar de R$ 200 mil conforme o uso da terra
Redação Agro Estadão
05/01/2026 - 14:59

O Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) lançou, na última semana, o Atlas do Mercado de Terras 2025. A análise avalia os valores dos hectares pelo Brasil e indica uma base de comparação dos preços que são praticados desde a região até as regionais dentro de cada Estado.
O levantamento mostrou que há lugares em que o hectare, que tem finalidade agropecuária, pode superar R$ 200 mil. É o caso da região de Xanxerê, em Santa Catarina, que pode negociar o hectare para produção de grãos em cerca de R$ 209,4 mil, ou na região centro-norte do Espírito Santo, em que o hectare dedicado ao café pode passar dos R$ 215,7 mil.
Há também zonas rurais que margeiam centros urbanos e que não têm uso para atividade agropecuária, mas podem superar R$ 1 milhão por hectare. É o caso de zonas periurbanas da região da Mogiana, no Estado de São Paulo, em que o preço chega a R$ 2,4 milhões.
De acordo com o Atlas, o ranking das regiões com valor total médio dos imóveis rurais tem:
1º – Região Sul: média de valores na faixa de R$ 40 mil para cima por hectare;
2º – Região Sudeste: média entre R$ 35 mil e R$ 30 mil o hectare;
3º – Região Centro-Oeste: R$ 25 mil a média por hectare;
4º – Região Norte: entre R$ 15 mil e R$ 20 mil de média;
5º – Região Nordeste: médias abaixo de R$ 10 mil por hectare.

Conforme o levantamento, os dados obtidos para fazer o estudo foram de informações de negócios realizados e ofertas de vendas. Para isso, foram usados resultados de recolhimento de imposto de transmissão de bens de imóveis (ITBI), contratos em tabelionatos e outras fontes, como profissionais, associações, organizações e empresas da área do mercado imobiliário rural.
O valor médio das terras rurais no Brasil ficou em R$ 22.951,94 por hectare e tem como base o último mês de 2024. Quando comparado com o estudo anterior, cujos dados são de 2022, houve uma valorização de 28,36%.
No detalhamento por uso, as terras para pecuária foram as que tiveram o maior salto na média: cerca 31,24% nesse período de dois anos. Já as que têm finalidade agrícola cresceram 12%, enquanto as destinadas para florestas plantadas tiveram uma valorização de 17,92%.
De acordo com o Incra, o documento serve para subsidiar, por exemplo, desapropriações e indenizações. Também é um referencial nacional gratuito sobre os valores de terras rurais para outras análises de setores econômicos.
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