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Economia

Operação mira organização criminosa que atua no mercado ilegal de agroquímicos

Gaeco e Polícia Militar prenderam 23 suspeitos em SP e no ES, além de desmontarem cinco laboratórios clandestinos

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Redação Agro Estadão

11/12/2025 - 18:52

Operação, nos Estados de SP e MG, está sendo coordenada pelo Gaeco de Franca (SP). Foto: Gaeco/Divulgação
Operação, nos Estados de SP e MG, está sendo coordenada pelo Gaeco de Franca (SP). Foto: Gaeco/Divulgação

O Ministério Público de São Paulo, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), e a Polícia Militar do Estado (PMSP) deflagraram a “Operação Pesticida”. A ação visou uma organização criminosa de falsificação, adulteração e comercialização de agroquímicos. 

Ao todo, 23 suspeitos foram presos nos Estados de São Paulo e do Espírito Santo, e cinco laboratórios clandestinos desmantelados. Também foram cumpridos 25 mandados de prisão temporária e 90 de busca e apreensão para desarticular células especializadas na ilicitude. A operação foi resultado de inteligência investigativa conjunta das autoridades ministeriais e policiais iniciada em 2023 e 2025.

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Realizada nesta quarta e quinta, 10 e 11 de dezembro, a operação mobilizou efetivo de cerca de 250 policiais militares, dezenas de promotores de Justiça e servidores do Ministério Público, com apoio de 65 viaturas. Pela PMSP, estiveram empenhados o 4º Batalhão de Polícia Militar Ambiental, do 11° Batalhão de Ações Especiais de Polícia (BAEP) e do 15º Batalhão de Polícia Militar do Interior (15 BPMI). 

Há cerca de três meses, o Agro Estadão noticiou a ligação do Primeiro Comando da Capital (PCC) ao mercado ilegal de defensivos agrícolas.

Atuação regional e ramificações de organização criminosa

A Operação Pesticida investiga crimes como organização criminosa, falsidade ideológica em documento público, lavagem e ocultação de bens e valores, além de falsificação, adulteração e comercialização de agroquímicos. A condução revelou atuação regional e ramificações interestaduais por parte dos alvos, estruturadas em núcleos especializados. 

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Os trabalhos de campo foram executados em cidades como Franca e Ribeirão Preto, ambos em São Paulo, além de municípios de Minas Gerais, com foco em lideranças de relevância, endereços e produtos. No entanto, um dos alvos foi preso no estado capixaba.

“De uma maneira geral, [a operação] foi muito produtiva e efetiva porque, dentro dos imóveis, durante as buscas, foram localizados e desmantelados cinco laboratórios clandestinos, sendo um desses locais uma gráfica que alimentava o esquema produtivo ilícito. […] Ressalto o impacto dessa operação, seja pela questão da identificação e da prisão de pessoas de destaque, como também pela localização e desmantelamento de locais que eram utilizados na fabricação clandestina em larga escala. Isso estava causando grande prejuízo, não só à comunidade local e regional, como também para todo o Brasil em virtude da remessa de produtos falsos”, afirmou o promotor de justiça do Gaeco de Franca (SP), Adriano Melega, responsável pela operação.

Além dos 23 suspeitos localizados, laboratórios e gráfica clandestinos fechados, a operação recolheu galões, itens, rótulos e utensílios utilizados na prática de falsificação dos insumos agrícolas. 

A quantificação, identificação dos produtos e prejuízos estimados estão sendo realizadas pelo Gaeco, com apoio da indústria e associações. “Esses produtos têm um impacto no meio-ambiente, na economia e no mercado lícito, gerando concorrente desleal e prejuízos para os produtores rurais”, destaca o gerente do comitê de combate a produtos ilegais da CropLife Brasil, Nilto Mendes. Ele ressalta ainda que a indústria apoia iniciativas das autoridades de investigar, ou mesmo fiscalizar preventivamente, todas as ações desenvolvidas no mercado ilícito de insumos agrícolas, especialmente aquelas de agroquímicos ilegais e de sementes piratas.

A CropLife Brasil, entidade que representa empresas de defensivos químicos, sementes, biotecnologia e bioinsumos, está apoiando as autoridades na destinação ambientalmente correta dos produtos apreendidos. Segundo a entidade, nos últimos quatro anos, mais de 1,4 mil toneladas de defensivos agrícolas ilegais foram incineradas com apoio da associação. Em 2025, o balanço parcial já atinge mais de 220 toneladas destinadas.

A entidade mantém um canal de denúncias ativo no site, visando ao combate ao mercado ilegal agrícola. Além disso, em parceria com a Escola de Segurança Multidimensional da Universidade de São Paulo, a CropLife realiza o “Programa de Formação no Combate aos Mercados Ilícitos de Insumos Agrícolas” para capacitação de profissionais no reconhecimento, apreensão, manuseio, fiscalização e investigação destes produtos. As ações estão no escopo da campanha permanente de Boas Práticas Agrícolas da entidade.

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