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Economia

Mercado agrícola inicia fevereiro sob pressão de oferta 

Soja e milho enfrentam ajustes com avanço da colheita, enquanto pecuária mantém viés positivo com exportações firmes

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Redação Agro Estadão

02/02/2026 - 12:50

Foto: Marcos Vergueiro/Secom-MT
Foto: Marcos Vergueiro/Secom-MT

Os mercados agrícolas entram em fevereiro ainda marcados por pressão de oferta, ajustes nos preços e maior cautela nos mercados futuros. 

No caso da soja, — principal item da pauta exportadora do agronegócio — as cotações no mercado disponível seguem pressionadas, refletindo o avanço da colheita no Brasil e, consequentemente, o aumento da oferta física. “O movimento mantém os preços em trajetória de ajuste no curto prazo”, dizem os especialistas da Markestrat.

CONTEÚDO PATROCINADO

Nos mercados futuros, o cenário é semelhante: os contratos seguem recuando de forma moderada, influenciados pelo bom andamento da safra brasileira e pela postura mais cautelosa dos agentes na virada do mês, diante de temas regulatórios e sanitários que continuam no radar do mercado.

O movimento no grão tem refletido também em seus derivados. No complexo soja, o farelo mantém viés negativo, diante da expectativa de ampla oferta de grão no Brasil. O óleo apresenta maior resiliência, sustentado por fundamentos mais equilibrados, o que reforça a importância do acompanhamento dos spreads entre os derivados.

Diante do contexto, a consultoria indica que para o produtor, o início de fevereiro reforça a necessidade de eficiência na colheita, atenção à qualidade do grão e uma estratégia cuidadosa de comercialização, considerando o pico da oferta sazonal.

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Milho

Assim como na soja, os preços do milho seguem pressionados, refletindo a boa evolução das lavouras de verão e a expectativa de elevada oferta no curto prazo. Ao mesmo tempo, o mercado monitora riscos fitossanitários, como a cigarrinha, que podem impactar a produtividade da safrinha.

“Nos mercados futuros, as cotações mostram maior volatilidade, refletindo o balanço entre exportações abaixo do esperado, clima irregular em regiões produtoras e sinais pontuais de recuperação em Chicago no fim da última semana”, traz o relatório. 

Os especialistas reforçam a importância do planejamento da safrinha e da construção de estratégias de comercialização escalonadas, para o agricultor aproveitar eventuais repiques de preço.

Algodão

Refletindo a expectativa de boa disponibilidade de oferta e o avanço acelerado do plantio do algodão, os preços da pluma seguem em queda. O contexto, conforme os especialistas da Markestrat, mantém um viés cauteloso para o primeiro semestre.

“Para o produtor, o cenário reforça a importância de eficiência operacional e planejamento comercial, avaliando travas graduais de preço e gestão de custos para preservar margens em um ambiente de maior volatilidade”, destacam.

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Cana-de-açúcar

No mercado físico, os preços do açúcar seguem pressionados no início de fevereiro, diante da expectativa de maior oferta no Centro-Sul. Em contrapartida, o etanol mantém sustentação relativa, apoiado pela demanda doméstica e por um mix mais direcionado ao biocombustível.

O mesmo movimento é observado nos mercados futuros, com o açúcar aprofundando o movimento de baixa diante da perspectiva de superávit global, enquanto o etanol apresenta maior resiliência, sustentado por fundamentos mais equilibrados no curto prazo. “Para o produtor e a indústria, o cenário reforça a importância de eficiência operacional, decisões assertivas de mix açúcar-etanol e estratégias de hedge para proteger margens em um ambiente de preços mais voláteis”, aponta a Markestrat. 

Laranja

O mercado de laranja inicia fevereiro com preços estáveis no físico, enquanto o suco passa por correção no curto prazo, após altas acumuladas em janeiro. Os analistas lembram que, no horizonte estrutural, as projeções seguem indicando ampliação da produção brasileira em 2026/27, em contraste com limitações nos Estados Unidos, reforçando o papel do Brasil como principal fornecedor global.

Os especialistas da consultoria alertam que, para o produtor, o cenário exige atenção à qualidade do fruto, eficiência logística e leitura do mercado internacional, especialmente diante da maior volatilidade no mercado de suco.

Pecuária

O mercado pecuário entra em fevereiro mantendo viés positivo, com valorização do boi gordo no físico e nos contratos futuros. “O movimento segue sustentado pela demanda externa firme e pela ampliação do acesso a mercados internacionais”, ressalta o relatório.

O avanço das exportações, a habilitação de novos frigoríficos e a retomada do mercado de genética bovina reforçam a perspectiva de sustentação dos preços ao longo do primeiro semestre. “Para o produtor, o cenário segue favorável, mas exige atenção aos custos de reposição, disponibilidade de crédito e eficiência zootécnica para capturar margens em um ambiente de preços mais firmes”, indicam.

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