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Economia

Mercosul conclui acordo de livre comércio com EFTA

Negociação beneficia produtos agropecuários como proteínas, café, farelo de soja, milho, sucos e frutas

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Agro Estadão

02/07/2025 - 15:21

Mercosul e EFTA durante a 66ª Cúpula do Mercosul, em Buenos Aires | Foto: Leticia Clemente/MRE
Mercosul e EFTA durante a 66ª Cúpula do Mercosul, em Buenos Aires | Foto: Leticia Clemente/MRE

O Mercosul, bloco econômico do qual o Brasil faz parte, anunciou a finalização das negociações de um acordo com a Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA), bloco composto por Noruega, Suíça, Islândia e Liechtenstein. A medida pode beneficiar as exportações brasileiras de produtos agropecuários. 

Na parte de mercado de bens, quase todas exportações do Mercosul relacionadas ao universo agrícola devem entrar nesses países europeus com tarifa zerada. No caso da Islândia e Liechtenstein, 100% dos produtos não terão tributação. Já para Noruega, 99,8% das exportações terão alíquota zerada e para Suíça, 97,7%. 

CONTEÚDO PATROCINADO

Além disso, o acordo prevê acesso preferencial do Mercosul a alguns produtos que têm quotas de importação. Segundo o governo brasileiro, o acordo pode beneficiar as exportações brasileiras de carnes bovina, aves e suína, milho, farelo de soja, melaço de cana, mel, café torrado, álcool etílico, fumo não manufaturado, arroz, frutas (bananas, melões, uvas) e sucos de frutas (laranja, maçã).

Imagem: Factsheet: Acordo Mercosul-EFTA

Em 2024, o EFTA representou 0,92% do valor exportado pelo Brasil. Foram US$ 3,09 bilhões. De acordo com o estudo feito pelo governo, comparando as importações e exportações entre Brasil e EFTA, “os vinte principais itens, com potencial a ser aproveitado imediatamente pelo Brasil, representam um mercado de mais de US$ 2 bilhões para empresas brasileiras”.

Próximos passos

As negociações de livre comércio entre os blocos acontecem desde 2017 e representam um mercado de aproximadamente 290 milhões de pessoas e soma um PIB de mais de US$ 4,3 trilhões. Para efetivar a negociação é preciso que os blocos assinem o acordo. Conforme o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), os textos estão em etapa de revisão legal e a expectativa é de assinatura ainda neste ano. 

“É um tratado muito abrangente, cobrindo desde comércio de bens e serviços até investimentos, propriedade intelectual e sustentabilidade. Significará mais previsibilidade e segurança jurídica para o nosso comércio”, afirmou em nota o vice-presidente e ministro do MDIC, Geraldo Alckmin.

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