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Economia

Levantamento da CNA aponta que custo do frete da soja no Brasil é cerca de 82% maior do que nos EUA

Quando comparado com a Argentina o custo brasileiro aumenta em 46%

2 minutos de leitura

18/04/2024 | 19:41

Por: Da Redação

Caminhão transportando soja
Foto: Adobe Stock

Uma tonelada de soja que sai de Sorriso (MT) para o Porto de Santos, no estado de São Paulo, pode custar até 82% a mais do que o frete cobrado nos Estados Unidos e ser 46% maior do que na Argentina. Os dados são referentes aos valores de março deste ano e foram apresentados na audiência pública da Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados, que tratou sobre os gargalos para o escoamento da safra brasileira, nesta quinta, 18. 

O levantamento foi feito pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e faz o comparativo entre os três países. No caso americano, a soja sai de Illinois e embarca em New Orleans. Já na Argentina, a comparação é feita com o grão produzido em Córdoba e exportado a partir de Rosário. Mesmo relacionando dois portos diferentes, o frete brasileiro ainda é mais caro do que nesses outros países concorrentes. 

Quadro comparativo dos custos apresentado na audiência pública. Fonte: ANEC – Associação Nacional dos Exportadores de Cereais

“Quando a gente analisa um custo logístico o caminhão mais o trem, uma multimodalidade e mesmo assim ele é o dobro do valor dos Estados Unidos, isso tem um alerta, um sinal vermelho. O que dá para perceber é que uma matriz predominantemente rodoviária ocasiona esse tipo de custo. No Brasil, 61% de tudo que é movimentado é pelas nossas estradas, que enfrentam situações, como mostrou a última pesquisa da CNT (Confederação Nacional do Transporte), varia de péssimo, regular e ruim para cerca de 66% do todo”, disse a assessora técnica de Logística e Infraestrutura na CNA, Elisangela Pereira Lopes, durante o encontro. 

Na análise da CNA, é necessário mais investimentos e maior comprometimento nas obras e fiscalização de concessões de rodovias. A expectativa de representantes do governo, que participaram da audiência, é chegar ao final do ano com 80% das rodovias em bom estado, tendo como parâmetro as métricas próprias do governo, que não utiliza a mesma pesquisa da CNT. 

O diretor de Obras Públicas do Ministério dos Transportes, Allan Machado, disse que estão previstos 112 novos empreendimentos a partir do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Além disso, o governo deve realizar 13 leilões de concessões de rodovias e rever 14 contratos já existentes.

“Nós temos um programa de manutenção mínima das nossas rodovias. E temos estabelecido um custo médio de R$ 200 mil a R$ 250 mil quilômetro/ano. Nós estávamos ao longo de 2022 trabalhando com R$ 60 mil. Era insuficiente, mal dava para a gente fazer um tapa-buraco”, ressaltou o diretor-executivo do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), Carlos Barros, que também participou da audiência. 

Preço interno também pode sofrer impacto

Elisangela Lopes também chamou atenção para o impacto ir além da competitividade entre países. Esses problemas logísticos têm afetado também a inflação dos alimentos internamente.

“São algumas falhas que o agronegócio aponta e que vem tirar a competitividade dos nossos produtos, não só em relação ao mercado internacional, mas também ao mercado interno. Tem encarecido os produtos que chegam até a nossa mesa”, acrescentou.

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