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Economia

Laranja: supersafra provoca filas recordes em Sergipe

Preços caíram em relação a 2024 e já há relatos de descarte da fruta nas estradas do estado

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Redação Agro Estadão

30/07/2025 - 09:37

Foto: Faese/Divulgação
Foto: Faese/Divulgação

A supersafra de laranja em Sergipe, registrada em 2025, pressionou toda a cadeia produtiva, especialmente em municípios como Estância, no sudeste do estado. As indústrias processadoras enfrentam dificuldade para absorver o volume de frutas no pico da colheita e operam no limite da capacidade. Segundo o Senar Sergipe, nos pátios industriais, cerca de 150 caminhões aguardam por dias para descarregar a produção; algumas fábricas já interromperam o recebimento, e há registros de descarte de laranjas nas estradas.

Segundo Rodrigo da Silva Santana, gerente da Maratá, a unidade registra aumento de 30% no processamento diário em relação a 2024, trabalhando com orientação para que produtores mantenham parte da fruta no pé até a liberação do cartão de entrada. “É a primeira vez que vemos uma safra como essa nos últimos 15 anos”, afirma Santana. 

CONTEÚDO PATROCINADO

A situação força pequenas fábricas a considerar a suspensão temporária das atividades ou o envio do excedente para armazenamento na Europa.

Com o excesso de oferta e preços despencando de R$ 2.014,00 por tonelada em 2024 para R$ 600,00 em julho deste ano, produtores se dividem entre colher ou retardar a safra. De acordo com Leilane Meira, técnica do Senar Sergipe, muitos adiaram a colheita. “Seguraram o fruto esperando melhores preços. Mas quando todos decidem colher ao mesmo tempo, o colapso se instala. Há relatos de até cinco dias para descarregar em fábrica”, diz a técnica em nota.

O produtor Alisson Souza, de Estância, relata que está mantendo frutas no pé no aguardo de uma melhora. “Desanimei. A fábrica antes recebia de todos, agora só com agendamento. Para enviar para uma beneficiadora em outro município, o custo do transporte não compensa”, afirmou

A economista da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Sergipe (Faese), Paloma Gois, alerta que a queda dos preços compromete a rentabilidade. “Sergipe é o quinto maior produtor de laranja do país. No primeiro semestre de 2025, os preços caíram drasticamente, um reflexo da supersafra, da desaceleração da demanda internacional e dos custos elevados de produção. Hoje, os valores praticados não cobrem nem os custos operacionais”, conclui.

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