Agricultura
Greening segue como maior desafio da produção de laranja no novo ano
Cepea aponta que além do greening, cancro cítrico também desafia a produção de laranja, elevando os custos e perdas no campo
Redação Agro Estadão
02/01/2026 - 13:30

O ano de 2026 tende a se consolidar como um dos mais desafiadores para a citricultura brasileira. Segundo pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), apesar do bom volume estimado para a safra 2025/26, o potencial produtivo tem sido parcialmente comprometido pelas elevadas quedas de frutos. Essas perdas, por sua vez, são resultados do avanço do greening e do cancro cítrico, além de condições climáticas adversas em fases-chave do desenvolvimento das lavouras.
Do lado da demanda, o mercado enfrenta um ritmo mais lento de compras de suco de laranja na Europa, o que, de acordo com os pesquisadores, têm dificultado a sustentação dos preços atuais da commoditie. “Com vendas mais fracas, os estoques de suco tendem a se recompor nas indústrias processadoras, reduzindo a urgência por novas aquisições de fruta”, traz o boletim de perspectiva.
Nesse cenário, espera-se que a disputa entre vendedores e compradores se intensifique, enquanto a indústria adota postura mais cautelosa, repassando a pressão do mercado aos preços pagos aos produtores.
Oferta
Pelo lado da oferta, a safra 2025/26 deve totalizar pouco menos de 300 milhões de caixas de 40,8 quilos. Ainda assim, a temporada tem contribuído para a recomposição dos estoques, uma vez que, apesar do caráter mais tardio, apresentou frutas de boa qualidade.
Para a safra 2026/27, persistem as preocupações com a continuidade do greening e do cancro, que seguem elevando os custos de produção e limitando os ganhos de produtividade. “Além disso, a maior heterogeneidade climática entre as regiões produtoras tende a resultar em condições bastante distintas, especialmente no que diz respeito à primeira florada”, aponta o Cepea.
A segunda florada, por sua vez, deve ocorrer sob condições mais favoráveis na maior parte das praças e pode, novamente, contribuir para uma temporada mais tardia, a exemplo do observado em 2025/26.
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