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Agricultura

A planta que ajuda os rins e vai virar remédio no SUS

A planta quebra-pedra ganhou destaque com anúncio de fitoterápico feito pela Fiocruz, que promete acesso gratuito no SUS

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Redação Agro Estadão*

05/02/2026 - 05:00

Foto: Adobe Stock
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A quebra-pedra desperta cada vez mais interesse como planta medicinal natural. Conhecida principalmente para problemas no sistema urinário, ela ganhou destaque quando a Fiocruz anunciou o desenvolvimento do primeiro remédio industrializado feito com a planta.

O medicamento será distribuído gratuitamente pelo SUS.

CONTEÚDO PATROCINADO

O que é a quebra-pedra?

A quebra-pedra engloba diferentes tipos de plantas do grupo Phyllanthus. A espécie mais estudada pelos cientistas é a Phyllanthus niruri. Essa variedade de tipos influencia diretamente nos efeitos que cada pessoa sente ao usar a planta.

A planta possui folhas pequenas, flores minúsculas e frutos em formato de cápsula. Cresce facilmente no clima tropical brasileiro e se adapta a diferentes tipos de solo. Porém, sua composição química muda conforme a espécie, o local onde cresce e como é cultivada.

Estudos da Embrapa realizados em quatro regiões do Brasil mostraram que os componentes ativos variam bastante entre diferentes plantas. Esta diferença explica por que o chá caseiro apresenta resultados diferentes para cada pessoa que usa.

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Quebra-pedra e o sistema urinário: o benefício mais conhecido

quebra-pedra
Foto: Adobe Stock

O principal benefício da quebra-pedra está relacionado ao sistema urinário, especialmente para quem tem pedras nos rins ou dificuldades para urinar. A planta age como diurético natural (aumenta a urina), melhora o fluxo urinário e pode ajudar a reduzir os cristais que formam as pedras.

É importante esclarecer que “benefício” não significa “cura garantida”. Estudos indicam que a planta ajuda o corpo a eliminar urina mais facilmente e pode influenciar a formação de cristais pequenos.

As pedras nos rins têm diferentes tamanhos e composições. Algumas respondem bem ao tratamento natural, outras precisam de cirurgia ou outros tratamentos médicos. Por isso, a quebra-pedra não substitui a consulta médica.

Benefícios atribuídos à quebra-pedra além do trato urinário

Pesquisas têm estudado outras propriedades da quebra-pedra, principalmente suas ações antioxidantes (combatem o envelhecimento das células) e anti-inflamatórias (reduzem inflamações). Estes efeitos podem trazer benefícios adicionais ao organismo.

A ação antioxidante acontece devido à presença de flavonoides e outros compostos naturais. Estes componentes combatem os radicais livres, que são substâncias que causam danos às células. 

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Entretanto, estes benefícios dependem de vários fatores: qual tipo de planta foi usado, como foi preparada, a quantidade consumida e as características de cada pessoa. O uso principal reconhecido continua sendo para o sistema urinário, onde existem mais estudos científicos.

O que a ciência avalia na quebra-pedra: compostos e padronização

Os cientistas não estudam simplesmente o “chá de quebra-pedra”. Eles trabalham com amostras onde conhecem exatamente a quantidade de cada substância ativa. 

Esta diferença explica por que os resultados dos laboratórios nem sempre coincidem com a experiência de quem usa o chá em casa.

A composição química muda muito entre diferentes tipos de planta, condições de cultivo e formas de preparo. 

O solo, clima, época da colheita e como a planta é seca influenciam diretamente na concentração dos componentes ativos. Consequentemente, o efeito pode variar muito entre diferentes lotes da mesma planta.

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A Embrapa confirmou essas variações em seus estudos, mostrando a importância da padronização para garantir efeitos consistentes. Esta padronização só é possível através de processos industriais controlados, onde cada lote passa por análises químicas rigorosas.

Fitoterápico da Fiocruz

quebra-pedra
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O desenvolvimento do fitoterápico (medicamento feito de plantas) pela Fiocruz marca um momento histórico por colocar o conhecimento tradicional associado no centro da inovação.  

Diferente do uso caseiro, um medicamento fitoterápico passa por etapas rigorosas: identificação correta da planta, padronização dos extratos, testes de qualidade e estudos de segurança.

Um medicamento fitoterápico oferece quantidade definida de princípios ativos, controle rigoroso de bactérias e fungos, origem conhecida da matéria-prima e instruções específicas de uso. 

Além disso, sua distribuição pelo SUS significa uso supervisionado por profissionais de saúde e acompanhamento médico adequado.

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Esta mudança reduz os riscos da automedicação inadequada. Quando integrado ao sistema público de saúde, o uso acontece dentro de protocolos estabelecidos.

“Nosso propósito é que a população se beneficie do fitoterápico na forma de um produto farmacêutico, que, por ter processo padronizado e garantia de qualidade pode evitar os riscos de preparações caseiras sem controle (como a troca de espécies, adulterações, baixo teor de ativos), que podem levar à ineficácia ou efeitos indesejados”, explica a pesquisadora de Farmanguinhos/Fiocruz, Maria Behrens.

Como usar com segurança?

A quebra-pedra pode ser consumida como chá das folhas secas, extratos líquidos ou cápsulas. Porém, a concentração e qualidade variam muito entre essas formas, tornando produtos padronizados mais seguros e previsíveis.

O uso seguro exige alguns cuidados importantes. Gestantes e mães que amamentam devem evitar o consumo. 

Pessoas com problemas renais anteriores precisam de avaliação médica antes do uso. Quem toma remédios para pressão alta, diuréticos ou outros medicamentos deve consultar um profissional sobre possíveis interações.

Alguns sinais exigem parar o uso imediatamente e procurar um médico: dor forte, febre, sangue na urina, vômitos constantes ou piora dos sintomas urinários. 

*Conteúdo gerado com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação Agro Estadão

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