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Economia

Laranja: setor prevê prejuízo de até R$ 4,3 bi com tarifa dos EUA

Tributos globais pagos pelo setor devem saltar de US$ 393,6 milhões para US$ 1,3 bilhão, conforme a CitrusBR

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Redação Agro Estadão

29/07/2025 - 10:46

Foto: Adobe Stock
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Um déficit anual de até US$ 792 milhões, equivalente a R$ 4,3 bilhões. Esse é prejuízo previsto pelo setor de suco de laranja brasileiro com as tarifas de 50% sobre as exportações brasileiras aos Estados Unidos (EUA). Segundo a Associação Nacional das Indústrias Exportadoras de Sucos Cítricos (CitrusBR), com base em dados da Secretaria de Comércio Exterior, esse valor representa um aumento de cerca de 456% em relação aos impostos pagos na safra 2024/25, que somaram US$ 142,4 milhões. 

O cálculo, de acordo com a Citrus BR, considera o desempenho da safra encerrada em 30 de junho e inclui as tarifas de acesso ao mercado americano. Em termos globais, com todas as tarifas cobradas pelos diferentes mercados, o total de tributos pagos pelo setor deve saltar de US$ 393,6 milhões para US$ 1,3 bilhão, somando os principais destinos de exportação — EUA, União Europeia, Canadá, Japão e China — além de Reino Unido, Noruega, Suíça e Rússia. 

CONTEÚDO PATROCINADO

Na safra 2024/25, os EUA foram o segundo principal destino do suco brasileiro, com 41,7% de participação, atrás apenas da Europa. Foram exportadas 307,6 mil toneladas — equivalente a cerca de 85 milhões de caixas de 40,8 quilos, com receita total de US$ 1,31 bilhão.

Atualmente, o Brasil paga uma tarifa fixa de US$ 415 por tonelada para exportar aos EUA. Com base nos volumes da última safra, esse custo somou US$ 142,4 milhões. A estimativa de impacto de US$ 792 milhões considera a aplicação acumulada da nova tarifa de 50% com a alíquota adicional de 10%, anunciada em abril.

Mesmo que a nova tarifa substitua — e não se some — à anterior de 10%, o impacto ainda seria significativo, com aumento estimado em US$ 635 milhões por safra. O valor representa uma alta de 345,8% em relação ao cenário atual. 

Segundo a Citrus BR, não há, no curto prazo, mercados com capacidade de absorver esse volume adicional, o que pode colocar o setor em posição delicada.

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