Economia
Avanço nas negociações entre EUA e Irã leva ‘respiro’ aos fertilizantes
Mercado de adubos mantém no radar a possibilidade de conflito no Oriente Médio, um dia após o regime iraniano fechar o Estreito de Ormuz
Redação Agro Estadão
18/02/2026 - 11:57

As negociações entre Estados Unidos (EUA) e Irã trouxeram um alívio momentâneo ao mercado global de fertilizantes nesta quarta-feira, 18. O movimento ocorre um dia após o Irã ter fechado o Estreito de Ormuz, temporariamente, para exercícios militares.
Após uma nova rodada de negociações entre representantes do regime iraniano e do governo norte-americano na terça-feira, em Genebra, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, informou que houve um entendimento com os EUA em relação a “um acordo geral sobre alguns princípios orientadores”. Por sua vez, os EUA afirmaram que “houve progresso” nas negociações, apesar de ainda haver entraves em alguns pontos.
Antes do encontro, o Irã havia anunciado o fechamento temporário do Estreito de Ormuz. O País realizou exercícios militares na região utilizando munições reais. Foi a primeira vez que o Irã anunciou o fechamento dessa importante via navegável internacional desde que os EUA começaram a ameaçar o país e a enviar recursos militares para a região.
Isso representa uma nova escalada no Oriente Médio, podendo impactar diretamente os preços globais de fertilizantes, visto que, aproximadamente um terço dos fertilizantes comercializados no mundo passam pelo Estreito. Ou seja, um fechamento prolongado da rota poderia causar um aumento rápido nos preços dos adubos. Segundo o Rabobank, cerca de 45% de todas as exportações de ureia vêm dessa região.
Com isso, um conflito poderia elevar ainda mais o preço desse e outros adubos. Conforme levantamento da DTN, devido ao cenário de baixa oferta mundial, o preço da ureia subiu 5% na primeira quinzena de fevereiro em comparação com o mesmo período do mês anterior, atingindo um valor médio de US$ 596 por tonelada.
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