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Economia

Inadimplência no agro avança no 3º trimestre de 2025 e chega a 8,3% dos produtores

Arrendatários e produtores participantes de grupos econômicos lideram a inadimplência; RS está entre os Estados com os menores índices do país

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Redação Agro Estadão

19/01/2026 - 12:00

Pendências estão concentradas nas dívidas contraídas com as instituições financeiras. Foto: Adobe Stock
Pendências estão concentradas nas dívidas contraídas com as instituições financeiras. Foto: Adobe Stock

A inadimplência da população rural alcançou 8,3% no terceiro trimestre de 2025. O número é 0,2 ponto percentual maior do que o trimestre anterior (8,1%) e 0,9 ponto percentual se comparado ao mesmo período de 2024. 

Os dados são do levantamento feito pela Serasa Experian e divulgados nesta segunda-feira, 19. Na análise do head de agronegócio da empresa, Marcelo Pimenta, os números mostram que o cenário ainda continua desafiador e a necessidade do produtor em fazer uma gestão de risco. 

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“A inadimplência segue avançando de forma gradual e, mesmo com alguma estabilização em partes do setor, muitos produtores continuam operando com margens apertadas e um fluxo de caixa pressionado dentro do contexto, que mantém custos elevados, preços voláteis e uma concessão de crédito mais seletiva”, comentou Pimenta.

O perfil dos endividados e da dívida

A parcela dos produtores com maior nível de inadimplência é da categoria “sem informação de registro rural”, chegando a 10,8% desse nicho. De acordo com a Serasa Experian, esses são os arrendatários de terras ou participantes de grupos econômicos. Depois, vem os grandes proprietários, dos quais cerca de 9,6% se encontram com parcelas em atraso. Em seguida, médios proprietários (8,1%) e pequenos (7,8%).

A inadimplência é maior também entre os produtores mais jovens. Aproximadamente 12,7% dos que estão na faixa de idade de 30 a 39 anos têm dívidas atrasadas. Já os produtores com mais de 80 anos são os que têm o menor índice.   

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Já o perfil das pendências está concentrado nas dívidas contraídas junto às instituições financeiras. A inadimplência desses pagamentos chega a 7,3%. A dívida média dos produtores inadimplentes é de R$ 100,5 mil.

Por outro lado, os débitos envolvendo credores do próprio setor tem um índice menor de atrasos, 0,3% segundo a Serasa Experian. Mas a dívida média é maior do que se comparada a outras categorias de origem do passivo, chegando a R$ 130,3 mil. 

“O perfil do crédito rural, marcado por tíquetes mais altos, prazos mais longos e maior exposição financeira, faz com que poucos inadimplentes concentrem montantes expressivos de dívida, ampliando o risco mesmo em um cenário de taxa relativamente controlada”, analisou  Pimenta.

Estados do Sul tem os menores índices de inadimplência

A região Sul do país é a que apresentou o menor nível de população rural com débitos em atraso, com 5,5%. Depois aparecem as regiões:

  • Sudeste, com 7%;
  • Centro-Oeste, com 9,4%;
  • Nordeste, com 9,7%;
  • Norte, com 12,4%.

Na avaliação por Estado, os três sulistas tem índice abaixo de 6%, sendo o Rio Grande do Sul o Estado com o menor nível do Brasil (5,1%). Para o especialista, fatores como a quantidade de cooperativas, que ajudam no suporte técnico e financeiro, a adesão mais intensa ao seguro rural e as linhas de renegociação de dívidas ajudam a explicar esse desempenho dos gaúchos.  

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