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Economia

Fávaro avalia como "natural" novo caso de gripe aviária em MG

Há 11 investigações de suspeita de influenza aviária em andamento no país

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Broadcast Agro* Atualizada às 17h30

27/05/2025 - 08:52

Foto: Ascom Seapi/Divulgação
Foto: Ascom Seapi/Divulgação

O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, avaliou como “natural” a confirmação de mais um caso de gripe aviária, no município de Mateus Leme (MG), em uma ave silvestre.

A declaração do ministro foi dada em audiência pública nesta terça-feira, 27, no Senado, para tratar das ações do governo no combate a doença. “Natural. Nós já tivemos, nesses dois anos, 169 casos em animais silvestres. O Brasil faz parte da rota migratória do hemisfério sul para o hemisfério norte. À medida que animais que fazem essa rota tenham contaminação, vai aparecer dentro do território nacional casos de animais silvestres.”

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Conforme os dados mais recentes da plataforma de Síndrome Respiratória e Nervosa das Aves, do Mapa, o caso mineiro foi registrado no dia 23 de maio. Em nota ao Agro Estadão, a Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) de MG confirmou que o vírus foi detectado em aves ornamentais em um sítio localizado na região metropolitana de Belo Horizonte.

Em função desse caso, o governo mineiro decretou Situação de Emergência Sanitária Animal no estado. “Essa medida emergencial é necessária para que Minas Gerais realize todas as ações de prevenção, contenção e enfrentamento à doença, incluindo a eventual mobilização de recursos humanos, materiais, tecnológicos e financeiros”, explica a nota.

A Seapa ainda afirma que todas as medidas tomadas fazem parte do Plano de Contingência da Influenza Aviária de Alta Patogenicidade e que, até agora, “não há qualquer comprometimento da produção avícola do estado”.

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Investigações em andamento

O painel do Mapa ainda informa que são 11 investigações de suspeita de influenza aviária em andamento no país, de acordo com atualização feita na tarde desta terça-feira. Destas, uma em granja comercial: um abatedouro de aves em Aguiarnópolis (TO).

Essas investigações são corriqueiras no sistema de defesa agropecuária nacional, já que a notificação é obrigatória. A influenza aviária de alta patogenicidade (vírus H5N1) é uma doença de notificação obrigatória imediata aos órgãos oficiais de defesa sanitária animal do País.

Produtores rurais, técnicos, proprietários, prestadores de serviço, pesquisadores e demais envolvidos com a criação de animais devem notificar imediatamente os casos suspeitos da doença ao Serviço Veterinário Oficial (SVO). O Brasil já realizou mais de 2.500 investigações de suspeitas de gripe aviária desde maio de 2023, quando houve a primeira ocorrência em ave silvestre, segundo o Ministério da Agricultura.

Atualmente, há um caso confirmado de gripe aviária (influenza aviária de alta patogenicidade, H5N1) em granja comercial no País, em Montenegro (RS), em um matrizeiro de aves na Região Metropolitana de Porto Alegre. Em aves silvestres, há dois focos ativos: o mais recente em Minas Gerais e outro no zoológico de Sapucaia do Sul, no Rio Grande do Sul, confirmado pelas autoridades em 15 de maio.

No total, o Brasil já registrou 165 casos da doença em animais silvestres (sendo 161 em aves silvestres e 4 em leões-marinhos), 3 focos em produção de subsistência (criação doméstica) e 1 em produção comercial, somando 169 ao todo no Brasil.

*Com informações de Daumildo Júnior

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