Economia
Fábricas de fertilizantes da Petrobrás retomam produção de ureia
Com investimento de R$ 76 milhões, unidades na Bahia e em Sergipe iniciam operações para reduzir a dependência externa do fertilizante no Brasil
Redação Agro Estadão
14/01/2026 - 09:29

Janeiro marca a retomada da Petrobrás na produção de fertilizantes nitrogenados no Nordeste. Em Sergipe, a unidade localizada em Laranjeiras, que vinha produzindo amônia desde 31 de dezembro, iniciou a produção de ureia em 3 de janeiro. Na Bahia, a planta de Camaçari concluiu a manutenção no mês passado e está em comissionamento de partida, com expectativa de iniciar a produção de ureia até o fim de janeiro. As duas plantas produzirão amônia, ureia e ARLA 32 (Agente Redutor Líquido Automotivo), com investimentos iniciais de R$38 milhões em cada unidade, totalizando R$76 milhões.
Capacidade produtiva e logística

As unidades operam com volumes significativos para o balanço nacional de nitrogenados. A planta de Sergipe possui capacidade nominal de 1.800 toneladas por dia de ureia, o que representa 7% da demanda do mercado brasileiro. Já a unidade baiana pode processar até 1.300 toneladas diárias, correspondendo a 5% do consumo nacional, contando ainda com o suporte logístico dos Terminais Marítimos de Amônia e Ureia no Porto de Aratu.
Somadas à produção da Araucária Nitrogenados S.A. (ANSA), no Paraná, as Fábricas de Fertilizantes Nitrogenados (FAFENs) do Nordeste passarão a responder por 20% do consumo nacional de ureia. A projeção da empresa é que esse índice alcance 35% nos próximos anos, impulsionado pela construção de uma nova planta em Mato Grosso do Sul. Atualmente, o país depende integralmente de importações para suprir sua necessidade desse insumo.
Além da ureia para fertilizantes e nutrição animal (ruminantes), o complexo industrial atenderá outros setores:
- Indústria têxtil e de papel e celulose;
- Produção de tintas;
- Fabricação de ARLA 32 para redução de emissões veiculares.
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