Economia
Estoques públicos: Conab detalha contrato de opção de venda de arroz
Com aporte de R$ 1 bilhão, Companhia irá adquirir até 500 mil toneladas do cereal
Sabrina Nascimento | São Paulo
05/11/2024 - 12:17

O governo federal segue com ações para formação de estoques públicos. Na segunda-feira, 04, o presidente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Edegar Pretto, detalhou o contrato de opção de venda de arroz. O dirigente tratou do assunto em reunião online com entidades e cooperativas que representam agricultores do Rio Grande do Sul, responsável por cerca de 70% da produção nacional do cereal.
Conforme Pretto, a proposta permite que o agricultor, no momento da comercialização, escolha entre vender no mercado livre ou acionar o contrato firmado com o governo federal, por meio da CONAB. “Se na hora de vender o preço do mercado estiver acima do que está neste contrato de opção, o agricultor pode vender para o mercado, mas se estiver abaixo do preço contratado pela CONAB, nós compramos. Nós vamos fazer estoque de arroz”, disse em vídeo público nas redes sociais.
Na ocasião, técnicos da estatal orientaram para o correto cadastramento no Sistema de Cadastro Nacional de Produtores Rurais e Demais Agentes (SICAN), o que é obrigatório a quem desejar participar dos leilões públicos.
A Conab receberá cerca de R$ 1 bilhão para a aquisição de até 500 mil toneladas de arroz longo fino em casca, tipos 1 e 2 da safra 2024/25, por meio de contratos a serem ofertados em leilões públicos. O instrumento será destinado aos agricultores e às cooperativas.
Segundo o presidente da Conab, a estratégia para o arroz segue a mesma linha adotada pelo governo no ano passado com o milho. Em 2023, o governo adquiriu 361 mil toneladas de milho para compor seus estoques.
A Federação dos Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz) defende que a produção atual é suficiente e garante que não faltará arroz no mercado.
Além do arroz, o governo também está se preparando para incluir o trigo em sua política de compras para formação de estoques. “O trigo é o pão nosso de cada dia, estamos com o dinheiro já assegurado”, garantiu Edegar ao ressaltar que a política dos estoques públicos é “a mão amiga do governo federal para os agricultores”. Os detalhes dessa operação serão anunciados durante a semana.
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