PUBLICIDADE

Economia

China pode reduzir tarifa da soja dos EUA, aponta especialista

Diminuição é vista como possibilidade nas negociações; com o cenário, agro brasileiro defende diversificação de mercados

Nome Colunistas

Sabrina Nascimento | São Paulo | sabrina.nascimento@estadao.com

11/08/2025 - 15:57

"Brasil precisa fazer parcerias com países que querem fazer parceria conosco", disse Larissa - Foto: Sabrina Nascimento/Agro Estadão
"Brasil precisa fazer parcerias com países que querem fazer parceria conosco", disse Larissa - Foto: Sabrina Nascimento/Agro Estadão

Em vez de quadruplicar as compras de soja dos Estados Unidos (EUA), a China pode reduzir a tarifa de importação. Essa é a avaliação de Larissa Wachholz, senior fellow do Centro Brasileiro de Relações Internacionais (CEBRI). 

Na visão da especialista, há poucas chances, neste momento, de o governo asiático atender à expectativa do presidente Trump, conforme ele publicou em rede social. “A redução da tarifa de importação da soja dos EUA pode ser uma medida, ainda que não haja um atendimento ao pedido de Trump”, destacou Wachholz, durante o 24º Congresso Brasileiro do Agronegócio (Abag).

CONTEÚDO PATROCINADO

Em sua fala, a senior fellow do CEBRI lembrou que, atualmente, os chineses respondem por cerca de 70% das exportações brasileiras de soja. Em contrapartida, Pequim compra entre 20% e 25% da soja norte-americana, representando metade dos embarques dos EUA. 

Para o presidente da Abag, Luiz Carlos Corrêa Carvalho, mesmo que o presidente dos EUA queira quadruplicar eventualmente a oferta para atender a China, não há espaço físico para fazer isso. “A gente vive agora, chegou o momento, uma espécie de hora da verdade, que é o problema das limitações físicas do planeta, daqueles que têm capacidade de expandir de forma sustentável a oferta, de tal modo, obviamente, atender mercados que são demandantes”, afirmou durante coletiva de imprensa. 

Déficit de armazenagem 

Outro aspecto apontado é a armazenagem. Francisco Matturro, diretor da Abag, lembrou que, caso a China compre mais dos EUA e o Brasil venda menos aos asiáticos, não teremos espaço para alocar o excedente do produto no mercado interno. “O Brasil tem um problema, que, se isso acontecer, com os Estados Unidos vendendo mais para a China. Temos um déficit de armazenagem na ordem de 7,24 milhões de toneladas para grãos. Então, não tem onde armazenar e também não tem como consumir mais do que a gente já consome aqui”, apontou. 

Segundo ele, o caminho para esse possível gargalo e outros é a diversificação de mercado. Esse aspecto é igualmente defendido por Larissa. “O Brasil precisa fazer parcerias com países que querem fazer parceria conosco. […] A gente precisa buscar vantagens naqueles que querem trabalhar conosco, principalmente em aspectos logísticos, e desenvolver o maior número de mercados possíveis”, salientou Wachholz. 

Um mercado potencial é o Oriente Médio. Isso ocorre, conforme o dirigente da Abag, porque os produtos comprados pelos países do continente são processador, ou seja, vão direto do  freezer ao forno. “Isso é um ponto importantíssimo”, disse. No entanto, ele salientou que esse processo não ocorre da noite para o dia. “É um processo longo e de maturação”, acrescentou.

Siga o Agro Estadão no WhatsApp, Instagram, Facebook, X, Telegram ou assine nossa Newsletter

PUBLICIDADE

Notícias Relacionadas

Tarifas globais dos EUA voltam para 10% e entram em vigor por 150 dias

Economia

Tarifas globais dos EUA voltam para 10% e entram em vigor por 150 dias

Carne bovina, tomates, açaí, laranjas e suco de laranja ficam de fora das tarifas por necessidades da economia americana

Exportações de carne bovina já superam todo fevereiro de 2025 em apenas 13 dias

Economia

Exportações de carne bovina já superam todo fevereiro de 2025 em apenas 13 dias

Exportações de carne de frango e suína também avançaram, com alta na média diária de 32,69% e 26,41%, respectivamente

Nos EUA, venda de suínos beira recorde; ausência da China pesa sobre carne bovina

Economia

Nos EUA, venda de suínos beira recorde; ausência da China pesa sobre carne bovina

Sem a China, exportações norte-americanas de carne bovina caíram 12% em volume e 11% em receita em 2025

Fila de caminhões trava escoamento da safra pelo porto de Miritituba; veja o vídeo

Economia

Fila de caminhões trava escoamento da safra pelo porto de Miritituba; veja o vídeo

Comitiva da Famato constata 25 quilômetros de fila em trecho da BR-163 antes do porto; caminhoneiros relatam falhas na organização do fluxo;

PUBLICIDADE

Economia

Exportação de pescados do Brasil deve somar US$ 600 mi após alívio tarifário dos EUA

Abipesca prevê retomada em 2026, com recuperação de mais de 5 mil empregos e recomposição da capacidade produtiva do setor.

Economia

Brasil e Índia fecham acordo para ampliar cooperação em biocombustíveis

Acordo prevê a criação de uma plataforma de colaboração voltada ao intercâmbio de conhecimento e cooperação tecnológica

Economia

Estudo aponta Brasil como o principal beneficiado pelas novas tarifas dos EUA

Brasil registra maior redução média entre os países analisados; China, Índia e Canadá também registram reduções

Economia

Trump anuncia tarifa global de 10% após decisão da Suprema Corte

Tarifa global de 10%, com base na Seção 122, será somada às taxas em vigor; Alckmin diz que medida não reduz competitividade brasileira

Logo Agro Estadão
Bom Dia Agro
X
Carregando...

Seu e-mail foi cadastrado!

Agora complete as informações para personalizar sua newsletter e recebê-la também em seu Whatsapp

Sua função
Tipo de cultura

Bem-vindo (a) ao Bom dia, Agro!

Tudo certo. Estamos preparados para oferecer uma experiência ainda mais personalizada e relevante para você.

Mantenha-se conectado!

Fique atento ao seu e-mail e Whatsapp para atualizações. Estamos ansiosos para ser parte do seu dia a dia no campo!

Enviamos um e-mail de boas-vindas para você! Se não o encontrar na sua caixa de entrada, por favor, verifique a pasta de Spam (lixo eletrônico) e marque a mensagem como ‘Não é spam” para garantir que você receberá os próximos e-mails corretamente.