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Economia

Após recuar 15%, setor aposta na China para recuperar preço do frango

Sem o país asiático, pés de frango perderam mercado e foram redirecionados a países africanos ou à indústria de farinha e óleo

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Redação Agro Estadão

17/09/2025 - 05:00

Foto: Adobe Stock
Foto: Adobe Stock

A delegação da China, que chega ao Brasil no próximo dia 22, é aguardada com expectativa pelos produtores de frangos, mesmo aqueles que não exportam para o país asiático. Isso porque se espera que, com a retomada das exportações da proteína para a China, os preços do frango no mercado interno voltem aos patamares de antes do caso de gripe aviária em uma granja comercial, em maio, no Rio Grande do Sul. 

Dados do Cepea indicam que o preço do frango congelado caiu 15,5% entre maio e setembro. Em abril, antes do caso da doença, a cotação em São Paulo estava em R$ 8,66 o quilo. Depois do foco, os preços caíram mês a mês, chegando ao pior patamar em agosto, quando a cotação do quilo recuou para R$ 7,29.

O presidente da Associação Paulista de Avicultura (APA), Érico Pozzer, explica que o setor passava por um período de estabilidade nas cotações, mas depois só registrou desvalorização. “A partir de 15 de maio, o preço começou a cair: junho, julho e agosto foram meses difíceis. Perdemos entre 15% e 17% no mercado interno em comparação a maio”, afirmou.

CONTEÚDO PATROCINADO
Preços do frango congelado em SP. Valor acumulado até 15 de setembro de 2025
Fonte: Cepea/Esalq


A queda foi reflexo da suspensão das exportações para vários países, aumentando a oferta da proteína no mercado interno. “Ficamos com 50 a 60 mil toneladas a mais no mercado interno”. Mas, segundo o dirigente, foi a ausência do país asiático que pesou mais. “A China tem papel estratégico não apenas pelo volume, mas também pela compra de cortes específicos, como pés de frango, que ajudam a valorizar todo mix de produtos, cujo preço médio podia variar entre R$ 10,00 a R$ 11,00”, explica Pozzer. 

Ele acrescenta que, mesmo com o redirecionamento para outros mercados, os preços negociados foram baixos. É o caso dos pés de frango, absorvidos em grande pelos chineses, que ficaram praticamente sem mercado. “Quem vendia pé para a China a três dólares o quilo acabou vendendo para países africanos a um dólar e meio ou mandou para fábricas de farinha e óleo”.

Exportações

Apesar deste movimento doméstico, os preços no mercado externo desvalorizaram menos. Segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), a receita com as exportações de carne de frango nos oito primeiros meses do ano chegou a US$ 6,308 bilhões, saldo 0,2% menor em relação ao registrado em 2024, com US$ 6,319 bilhões. 

Já o volume recuou mais: de janeiro a agosto, as remessas da proteína  somaram 3,394 milhões de toneladas, saldo 1,1% menor em relação ao mesmo período do ano passado, com 3,432 milhões de toneladas.

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