Economia
Alckmin abre diálogo com EUA sobre tarifas e sobretaxas
Governo norte-americano quer impor tarifas sobre aço do Brasil e reciprocidade sobre o etanol
Redação Agro Estadão
07/03/2025 - 11:01

A política tarifária dos Estados Unidos (EUA) foi o tema central da reunião entre o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, e o secretário de Comércio norte-americano, Howard Lutnick, na quinta-feira, 06.
Em comunicado, o MDIC apontou que durante a videoconferência, foram destacados os resultados da balança comercial, apresentados os detalhes da política tarifária recíproca e houve convergência quanto aos aspectos positivos da relação entre o Brasil e os EUA.
Além disso, ambas as partes concordaram em manter, nos próximos dias, reuniões bilaterais para tratar da intenção dos EUA de impor tarifas sobre aço do Brasil, e a aplicação de reciprocidade sobre o etanol.
Em uma rede social, Alckmin afirmou que teve uma boa conversa com o secretário de Comércio dos EUA e o representante comercial dos EUA, Jamieson Greer. “Por meio do diálogo, estamos confiantes de que encontraremos oportunidades para estreitar nossa histórica amizade, marcada por vínculos econômicos densos, equilibrados e que abrangem diversos setores produtivos”, escreveu o vice-presidente.
Durante a conversa, o vice-presidente lembrou que Brasil e EUA têm uma balança comercial de cerca de US$ 80 bilhões, com um superávit de US$ 200 milhões para os norte-americanos. “Dos dez produtos que o Brasil mais importa dos Estados Unidos, oito a tarifa é zero. A tarifa média ponderada efetivamente recolhida é de 2,73%, bem abaixo do que sugerem as tarifas nominais”, destaca a nota.
Conforme o MDIC, o Brasil responde pelo 7º maior superávit comercial de bens dos norte-americanos. Se somarmos bens e serviços, o superávit comercial dos EUA com o Brasil supera os US$ 25 bilhões.
O vice-presidente ressaltou que a intenção do governo brasileiro é fortalecer a complementaridade econômica entre os países e aumentar a reciprocidade, fortalecer as empresas do Brasil e contribuir para as boas práticas comerciais entre os dois países.
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