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Pasta do Desenvolvimento Agrário responde carta do MST que pedia reforma agrária

Movimento social questionou governo após seu apoio nas eleições de 2022

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Broadcast Agro

22/07/2025 - 08:53

Foto: Adobe Stock
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O Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) respondeu a carta aberta enviada pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) nessa segunda-feira, 21. A pasta argumentou que, diferente do que o MST argumenta, não há lentidão na redistribuição de terras e negou falta de incentivo à agricultura familiar. As informações são do jornal Folha de S.Paulo.

“Ao contrário do que diz a carta do MST, a reforma agrária no Brasil retomou o ritmo dos dois primeiros governos do presidente Lula”, declara o MDA, presidido pelo ministro Paulo Teixeira. A pasta ainda complementa: “a meta é criar 30 mil novos lotes ainda em 2025 e 60 mil até o final do mandato, o que representa metade de todas as 120 mil famílias acampadas em todo o Brasil”.

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O MST, no entanto, afirma que “400 mil famílias assentadas seguem à espera de políticas públicas que existem, mas não chegam à base”. Na carta aberta, o movimento social questionava o governo após seu apoio nas eleições de 2022. “Após mais de três anos de governo Lula, a reforma agrária continua paralisada e as famílias acampadas e assentadas se perguntam: Lula, cadê a reforma agrária?”.

“Respeitamos o papel dos movimentos sociais de reivindicar mas a verdade é que o governo Lula 3 caminha para bater recordes históricos na reforma agrária”, responde o MDA para as acusações de lentidão.

Tarifaço

O MST ainda faz referência à sobretaxa de 50% sobre os produtos nacionais imposta pelo presidente americano, Donald Trump. O movimento aproveita a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com foco em soberania nacional e afirma: “soberania nacional só é possível com soberania alimentar. E a soberania alimentar se constrói com a agricultura familiar camponesa e com a reforma agrária”.

Em carta divulgada em janeiro, o MST já tinha cobrado o assentamento de 100 mil famílias que seguiam acampadas pelo País. O movimento invadiu 11 propriedades em abril deste ano, cobrando mais velocidade no assentamento de famílias.

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