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Agropolítica

Ministério da Agricultura suspende produção em fábrica da Coca-Cola por suspeita de contaminação

Pasta afirma que bebidas investigadas são de fábrica de Fortaleza, não foram comercializadas e que não há risco para a saúde humana

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Redação Agro Estadão | Atualizada às 19h50

04/06/2025 - 16:39

Foto: Adobe Stock
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O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) informou que suspendeu a produção de uma fábrica de refrigerantes da Coca-Cola. O anúncio foi feito pelo ministro da pasta, Carlos Fávaro, nesta quarta-feira, 4, durante uma coletiva de imprensa. Fávaro disse que o ministério investiga uma suspeita de contaminação e o embargo foi feito de forma preventiva até que seja feita a identificação e o reparo de uma falha na linha de produção. 

“Uma companhia brasileira importante, durante a tarde de ontem [3 de junho], detectou falha na produção, uma possível mistura no material de resfriamento de refrigerantes. Nós, conjuntamente, decidimos suspender a produção. A empresa, hoje pela manhã, começou o processo de manutenção e verificação de onde há a possível falha na produção. A expectativa é de que ainda hoje esse processo finalize. Se isso ocorrer ainda hoje, o Ministério da Agricultura autoriza a companhia voltar a produzir refrigerante ainda hoje”, disse. 

CONTEÚDO PATROCINADO

A suspensão ocorre na fábrica da Solar Coca-Cola, a segunda maior fabricante de bebidas do Sistema  Coca-Cola no Brasil. A unidade em questão fica localizada na região metropolitana de Fortaleza, no Ceará. Segundo Fávaro, os fiscais federais agropecuários detectaram essa possível falha durante vistorias de rotina.

As bebidas que estão sendo investigadas com a possível contaminação não foram distribuídas e estão estocadas na empresa. Elas aguardam a análise laboratorial para saber se poderão ser liberadas para consumo ou se deverão ser descartadas. Essa análise pode levar até cinco dias, de acordo com o Mapa. “Não havendo nenhum tipo de contaminação, ele será liberado à comercialização”, pontuou o ministro.

Sem risco à saúde

Fávaro enfatizou que não há riscos à saúde humana. Isso porque a bebida não foi comercializada. Além disso, o líquido de resfriamento utilizado pela empresa é composto por etanol alimentício e água. Na hipótese de uma ingestão, não haveria problemas à saúde, pois seria como uma bebida alcoólica. 

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“Se tiver a presença no refrigerante, é etanol alimentício, portanto, não pode comercializar e aí serão tomadas as devidas medidas. Mas se, por um acaso, alguém fosse consumir, ninguém iria morrer”, disse Fávaro

O ministro negou que a fábrica utilize nesse resfriamento duas substâncias nocivas: o monoetilenoglicol e o dietilenoglicol. Essas substâncias químicas foram encontradas em um caso de cervejas contaminadas em Belo Horizonte (MG), no ano de 2020.  

Uma primeira análise do Ministério é de que há uma “baixíssima” probabilidade de as bebidas estarem contaminadas. Isso porque o processo de resfriamento acontece em pressões diferentes, ou seja, a bebida e o líquido de resfriamento estão em pressões distintas. Isso explicaria o fato de encontrar cafeína, um dos compostos de refrigerantes, no líquido de resfriamento, o que indica que, em algum estágio da produção, houve mistura entre a bebida e o líquido utilizado no resfriamento. 

“A probabilidade de contaminação é muito baixa, porque a pressão é negativa, ou seja, o líquido utilizado [no resfriamento] é que estava contaminado”, acrescentou o diretor do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal, Hugo Caruso.

Pausa preventiva

Em nota enviada ao Agro Estadão, a Solar informou que a unidade de Maracanaú (CE) interrompeu temporariamente suas operações em consonância com o Mapa. “Essa pausa foi realizada preventivamente, e estamos atualmente conduzindo testes rigorosos para comprovar a total segurança de nossos produtos”, salientou a companhia, reforçando que está empenhada em retomar as atividades o mais rápido possível.

A Solar destacou ainda que as licenças de funcionamento da unidade permanecem válidas e atuais, com práticas sendo auditadas continuamente, tanto internamente quanto externamente. “Reforçamos o compromisso e diálogo com as autoridades e reiteramos que nossos produtos são 100% seguros, sem qualquer risco para os consumidores”, frisou o comunicado. Todas as demais operações de Solar seguem funcionando normalmente.

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