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Agricultura

pH do solo: o que é, por que importa e como ajustar para produzir mais

Entenda por que acidez e alcalinidade mudam raízes, microrganismos e o uso de insumos

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Redação Agro Estadão*

03/01/2026 - 10:00

Foto: Adobe Stock
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O solo é o alicerce de toda a vida vegetal. Entre os fatores que mais determinam a qualidade e a produtividade agrícola, o pH ocupa papel central. O pH do solo indica se a terra é ácida, neutra ou alcalina. Essa medida simples tem impacto direto sobre a absorção de nutrientes pelas plantas e a atividade dos microrganismos na terra.

Em condições de acidez elevada, por exemplo, nutrientes fundamentais como fósforo, cálcio e magnésio se tornam menos disponíveis, enquanto elementos tóxicos, como o alumínio, podem atingir níveis prejudiciais às raízes.

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Para produtores rurais, compreender e manejar adequadamente o pH é decisivo para garantir lavouras saudáveis e produtivas. O controle desse parâmetro permite otimizar o aproveitamento dos insumos, reduzir perdas e promover a sustentabilidade.

Entenda o pH do solo

O pH é uma escala que vai de 0 a 14 e mede a acidez ou alcalinidade do solo. Quando o pH está abaixo de 7, o solo é ácido. No número 7, ele é neutro. Acima de 7, o solo é alcalino (também chamado de básico).

Para a maioria das plantas cultivadas, o pH ideal fica entre 6,0 e 7,0. Nessa faixa, quase todos os nutrientes que as plantas precisam ficam disponíveis para serem absorvidos pelas raízes

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Solos muito ácidos (abaixo de 5,5) ou muito alcalinos (acima de 8,0) podem causar problemas para as culturas.

A análise de pH é um procedimento simples e acessível, essencial para o manejo racional do solo.

A influência do pH na absorção de nutrientes

o que é o pH do solo
Foto: Adobe Stock

O pH controla quais nutrientes as plantas conseguem pegar do solo. Imagine o solo como uma despensa cheia de alimentos (nutrientes). Dependendo do pH, alguns alimentos ficam trancados e as plantas não conseguem pegá-los, mesmo que estejam lá em grande quantidade.

O fósforo, nutriente essencial para o desenvolvimento das raízes e floração, exemplifica bem essa situação. Quando o pH está adequado (entre 6,5 e 7,0), o fósforo fica solúvel, ou seja, dissolvido na água do solo e disponível para as plantas. 

Porém, em solos ácidos, ele se “gruda” com ferro e alumínio, ficando preso. Em solos alcalinos, ele se liga ao cálcio, também ficando indisponível.

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Outros nutrientes importantes como potássio, cálcio e magnésio também são afetados pelo pH. Quando o solo está com pH adequado, esses nutrientes ficam mais tempo disponíveis e não são perdidos facilmente pela chuva. 

Já os micronutrientes (ferro, zinco, manganês) têm comportamento diferente: ficam mais disponíveis em solos ácidos e podem faltar em solos alcalinos.

Um problema sério acontece quando o pH fica muito baixo (abaixo de 5,0). Nessa situação, o alumínio, que normalmente não prejudica as plantas, pode se tornar tóxico e impedir o crescimento das raízes.

pH do solo e os microrganismos

o que é o pH do solo
Foto: Adobe Stock

O solo não é apenas terra. Ele está cheio de vida microscópica: bactérias, fungos e outros organismos pequenos demais para enxergarmos a olho nu. Esses seres vivos são como operários invisíveis que trabalham 24 horas por dia para manter o solo fértil.

Eles decompõem folhas mortas e restos de plantas, transformando-os em nutrientes que as culturas podem usar.

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Algumas bactérias especiais conseguem capturar nitrogênio do ar e transformá-lo em alimento para as plantas. Esse processo, chamado fixação de nitrogênio, acontece principalmente em leguminosas como feijão, soja e ervilha.

Cada grupo desses microrganismos prefere um pH diferente. A maioria trabalha melhor quando o pH está entre 6,0 e 7,0. Quando o solo fica muito ácido ou muito alcalino, muitos desses organismos adoecem ou morrem e todo o trabalho de manter o solo fértil fica prejudicado.

O que muda o pH do solo com o tempo?

Vários fatores fazem o pH do solo mudar ao longo dos anos. Primeiro, o tipo de rocha que deu origem ao solo influencia muito. Solos que vieram de rochas como basalto tendem a ser menos ácidos, enquanto aqueles formados a partir de granito são naturalmente mais ácidos.

A chuva é outro fator importante. Regiões com muita chuva, como boa parte do Brasil, têm solos que ficam ácidos com o tempo. Isso acontece porque a água da chuva lava os nutrientes básicos (cálcio, magnésio, potássio) do solo, deixando-o mais ácido.

As práticas agrícolas também influenciam o pH. O uso contínuo de alguns fertilizantes nitrogenados pode acidificar o solo. Além disso, quando colhemos as plantas, estamos retirando nutrientes da terra, o que também contribui para a acidificação ao longo dos anos.

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Como corrigir o pH do solo

o que é o pH do solo
Foto: Adobe Stock

Aumentando o pH (correção da acidez)

A calagem é a técnica mais usada para corrigir solos ácidos. Consiste em aplicar calcário (rocha moída rica em cálcio e magnésio) na terra. O calcário reage com a acidez e eleva o pH, além de fornecer cálcio e magnésio para as plantas.

Para fazer a calagem corretamente, é necessário primeiro fazer a análise do solo. Com base no resultado, um técnico agrícola pode calcular exatamente quanto calcário aplicar. É importante não exagerar, pois calcário demais pode causar outros problemas.

Diminuindo o pH (correção da alcalinidade)

Embora menos comum no Brasil, alguns solos podem ser muito alcalinos. Nesse caso, pode-se usar enxofre, que os microrganismos do solo transformam em ácido, baixando o pH. Outro produto é o sulfato de amônio, que além de fornecer nitrogênio, também ajuda a acidificar o solo.

Importância da orientação técnica

O pH do solo é como a fundação de uma casa: se não estiver bem ajustado, todo o resto fica comprometido. Manter o pH adequado garante que as plantas tenham acesso aos nutrientes, que os microrganismos trabalhem bem e que a produção seja maior e de melhor qualidade. 

Para qualquer produtor rural, investir na análise e correção do pH é um dos passos mais importantes para o sucesso na agricultura.

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Para o produtor rural que visa a eficiência, o investimento em análise de solo e na correção do pH é uma etapa inegociável.

No entanto, para que esse processo seja tecnicamente preciso, é indispensável buscar a orientação de um engenheiro agrônomo ou consultar os serviços de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater).

Apenas o suporte especializado pode determinar as dosagens corretas e o momento ideal de aplicação dos corretivos, transformando o potencial químico do solo em rentabilidade efetiva.

*Conteúdo gerado com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação Agro Estadão

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