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Agricultura

Citricultores paulistas devem entregar relatório sanitário até 15 de janeiro

Documento sobre cancro cítrico e greening é obrigatório e orienta as ações de defesa vegetal da Secretaria de Agricultura

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Redação Agro Estadão

02/01/2026 - 10:05

Laranja infectada com greening, doença que é considerada à principal ameaça à citricultura mundial. Foto: Adobe Stock
Laranja infectada com greening, doença que é considerada à principal ameaça à citricultura mundial. Foto: Adobe Stock

Produtores de citros do Estado de São Paulo têm até o dia 15 de janeiro para encaminhar o Relatório Cancro Cítrico/HLB (greening) à Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA). A entrega deve ser feita por meio do sistema informatizado de Gestão de Defesa Animal e Vegetal (Gedave) e é exigida para todas as propriedades citrícolas, independentemente da idade das plantas.

O documento precisa reunir os resultados das inspeções trimestrais realizadas entre 1º de julho e 31 de dezembro de 2025, contemplando todas as plantas cítricas da propriedade. As informações levantadas são utilizadas pela Defesa Agropecuária para planejar ações de vigilância, prevenção e controle das principais doenças que afetam a citricultura.

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Segundo a gerente do Programa Estadual de Sanidade dos Citros, Veridiana Zocoler, os dados enviados pelos produtores são fundamentais para direcionar políticas públicas e garantir a manutenção da sanidade vegetal no campo. Segundo ela, o acompanhamento sistemático permite respostas mais eficientes e contribui para a sustentabilidade do agronegócio paulista.

A obrigatoriedade do relatório está alinhada às diretrizes da Portaria nº 1.326, publicada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) em julho de 2025, que instituiu o Programa Nacional de Prevenção e Controle do HLB. Em São Paulo, as medidas incluem a eliminação de plantas com sintomas em pomares com até oito anos, além do monitoramento e controle do psilídeo em todas as áreas cultivadas. O não envio do relatório dentro do prazo ou a entrega fora das especificações previstas pode resultar em penalidades ao produtor.

O cancro cítrico, causado pela bactéria Xanthomonas citri pv. citri, provoca lesões em folhas, ramos e frutos, podendo levar à queda da produção em casos mais severos. Desde 2017, São Paulo é reconhecido como área sob Sistema de Mitigação de Risco, o que permite a adoção de estratégias fitossanitárias e garante a comercialização de frutos sem sintomas no mercado interno e externo.

Já o greening, provocado pela bactéria Candidatus Liberibacter spp. e transmitido pelo psilídeo Diaphorina citri, é considerado a principal ameaça à citricultura mundial. Sem cura conhecida, a doença exige vigilância constante, já que plantas infectadas se tornam fontes permanentes de contaminação para os pomares vizinhos.

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