Agricultura
Besouro que ataca palmeiras avança pelo País
Praga africana — já identificada no RS, MG e SP — ameaça culturas de coco, palmito e dendê; governo paulista prepara ações de vigilância
Redação Agro Estadão
06/10/2025 - 10:10

A Secretaria de Agricultura São Paulo (SAA) alerta produtores rurais do Estado sobre a presença no Brasil do besouro Rhynchophorus ferrugineus, conhecido como bicudo-vermelho-das-palmeiras. A praga quarentenária de origem africana já afeta mais de 50 países e ataca tanto espécies ornamentais quanto produtivas, representando risco significativo para cadeias como as de coco, palmito e dendê.
O besouro invasor foi identificado pela primeira vez em 2022, no interior paulista. O inseto teria ingressado no Brasil pelo Rio Grande do Sul, proveniente do Uruguai, junto a palmeiras que entraram provavelmente clandestinamente. Desde então, segundo a SAA, novos casos foram encontrados, inicialmente no RS e, mais recentemente, até de Minas Gerais, indicando uma possível expansão territorial.
O histórico em outros países mostra consequências devastadoras depois que ocorre uma infestação. Nela, as fêmeas do bicudo perfuram as palmeiras para oviposição; as larvas alimentam-se da região do palmito, comprometendo o crescimento da planta até sua morte.
Monitoramento
Segundo o governo paulista, para ampliar a capacidade de resposta, o Instituto Biológico e a Defesa Agropecuária preparam um programa de atualização técnica para engenheiros agrônomos, técnicos e fiscais estaduais. O treinamento abrangerá:
- Identificação da praga em todos os estágios (ovo, larva, pupa e adulto);
- Sintomas de infestação em plantas;
- Protocolos de monitoramento, incluindo uso de armadilhas de feromônio, inspeções visuais e amostragem de campo.
Em nota oficial, a Defesa Agropecuária informou que “já mantém rotinas permanentes de inspeção em viveiros e pontos de comercialização de mudas, com foco na detecção de sinais de infestação e na verificação da documentação fitossanitária obrigatória”. As medidas visam prevenir e detectar a praga de forma precoce, reduzindo riscos de disseminação.
Segundo a SAA, as ações estão alinhadas ao Ministério da Agricultura (Mapa).
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