Agricultura
Corteva confirma divisão das operações de sementes e defensivos
CEO global da companhia, Chuck Magro, avalia que há oportunidades divergentes para ambas as empresas
Redação Agro Estadão
01/10/2025 - 10:28

A Corteva, companhia norte-americana avaliada em quase US$ 50 bilhões, confirmou a separação das suas unidades de sementes e defensivos agrícolas em duas empresas independentes de capital aberto. A operação deve ser concluída no segundo semestre de 2026.
A separação, segundo a companhia, vai permitir que cada empresa defina estratégias específicas de alocação de capital, respondendo mais rapidamente às mudanças do mercado. Também busca-se oportunidades de crescimento de forma independente, uma vez que a empresa de agroquímicos quer aprimorar seu foco estratégico e aumentar o retorno aos acionistas.
“Os mercados de sementes e proteção de cultivos evoluíram e, como resultado, vemos oportunidades divergentes para ambas as empresas. Este é o momento certo para agir e permanecer à frente do mercado”, disse o CEO Chuck Magro.
Em meados de setembro, o Wall Street Journal antecipou que a corporação avaliava a separação. A ação, conforme o veículo, teria como objetivo proteger a unidade de sementes de eventuais passivos legais ligados ao uso de defensivos agrícolas.
Relevância da Corteva
Criada em 2019 a partir da separação da DowDuPont — fusão realizada em 2017 entre Dow Chemical e DuPont —, a Corteva se consolidou como um dos maiores players globais do agronegócio. Nos Estados Unidos, a companhia e a Bayer respondem por cerca de 70% do mercado de sementes de milho e soja.
Em 2024, a Corteva registrou US$ 17 bilhões em vendas. Desse total, US$ 9,6 bilhões foram da área de sementes e US$ 7,4 bilhões do segmento de defensivos. Desde a abertura do capital, as ações da Corteva subiram mais de 133%, e a empresa agora tem um valor de mercado de US$ 45,93 bilhões.
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