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Agricultura

Palmito pupunha do Vale do Ribeira obtém selo de Indicação Geográfica

Reconhecimento do INPI valoriza produção familiar, impulsiona geração de renda e reforça identidade da região, que abrange 17 municípios

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Redação Agro Estadão

18/11/2025 - 18:37

Palmito pupunha começou a ser cultivado no Vale do Ribeira na década de 1940. Foto: Adobe Stock
Palmito pupunha começou a ser cultivado no Vale do Ribeira na década de 1940. Foto: Adobe Stock

O palmito pupunha produzido no Vale do Ribeira acaba de conquistar o selo de Indicação Geográfica (IG) na categoria de Indicação de Procedência. O reconhecimento, oficializado nesta terça-feira, 18, pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), marca um novo passo para a valorização da cadeia produtiva regional. O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), que apoia a iniciativa desde 2019, destaca que as IGs fortalecem a diferenciação dos produtos, ampliam oportunidades de mercado e promovem desenvolvimento sustentável nos territórios.

Com o novo registro, São Paulo chega a 12 indicações geográficas – nove delas ligadas ao agronegócio. Para utilizar o selo, os produtores devem seguir as práticas tradicionais do Vale do Ribeira, detalhadas em um caderno de especificações construído em parceria com agricultores locais e validado pelo INPI. Segundo a Associação dos Produtores de Pupunha do Vale do Ribeira (Apuvale), cerca de 1.800 agricultores familiares cultivam aproximadamente 10 mil hectares da espécie na região.

CONTEÚDO PATROCINADO

A pupunha se adapta bem ao clima quente e úmido do Vale do Ribeira desde sua introdução, na década de 1940. Um dos principais diferenciais da cultura é a rebrota, que permite várias colheitas sem a eliminação da palmeira — característica que torna o cultivo mais sustentável do que espécies anteriormente exploradas de forma extrativista, como a juçara e a palmeira-real.

A área reconhecida pela IG engloba 17 municípios: Barra do Turvo, Cajati, Cananéia, Eldorado, Iguape, Ilha Comprida, Iporanga, Itariri, Jacupiranga, Juquiá, Miracatu, Pariquera-Açu, Pedro de Toledo, Registro (onde está a sede da Apuvale), Ribeira, Sete Barras e Tapiraí. O selo poderá ser utilizado no palmito em haste, no minimamente processado e no processado em conserva, incluindo toletes, rodelas, picados, bandas, espaguete, arroz, lasanha e outras apresentações previstas na legislação e no regulamento da IG.

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