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Agricultura

Ficus no jardim é sinal de prejuízo?

Espécie popular em cidades brasileiras danifica canos e alicerces; veja como evitar gastos com manutenção.

Nome Colunistas

Redação Agro Estadão*

11/01/2026 - 05:00

Foto: Adobe Stock
Foto: Adobe Stock

O ficus benjamina (também conhecido como figueira-benjamim) ganhou popularidade nas cidades brasileiras como uma das árvores mais plantadas em calçadas e jardins de casas. Sua fama vem do crescimento rápido e da copa grande que faz bastante sombra em pouco tempo.

Mas ter ficus no jardim realmente compensa? A resposta precisa de uma análise dos problemas estruturais e dos gastos que essa árvore pode causar com o passar dos anos. O mesmo vale para outras espécies populares de figueiras como Ficus elástica e Ficus lyrata.

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As raízes agressivas do ficus: o principal motivo para o prejuízo

raízes do ficus benjamina
Foto: Adobe Stock

As raízes do ficus benjamina são extremamente invasivas, ou seja, elas crescem de forma descontrolada e causam muitos problemas.  Essas raízes crescem por baixo da terra de forma horizontal (para os lados), espalhando-se agressivamente em busca de água e nutrientes.

Essa agressividade das raízes causa vários tipos de danos: racham calçadas, levantam o piso, danificam os alicerces das casas e quebram muros. 

Além disso, as raízes entram facilmente nos canos de água e esgoto, entupindo e causando vazamentos que custam caro para consertar.

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Um exemplo é o caso da Praça Rotary em Dracena (SP). Segundo a prefeitura da cidade, foi preciso tirar a árvore devido aos danos na estrutura das ruas e calçadas. 

Em jardins de casas, a situação fica ainda pior, pois a árvore fica mais perto das construções e pode causar mais estragos.

Os gastos para consertar esses problemas incluem não só arrumar o que está visível, como também investigar e consertar os canos danificados embaixo da terra.

Frutos e seiva: problemas extras que incomodam

frutos ficus benjamina
Foto: Adobe Stock

Além dos problemas com as raízes, o ficus produz muitos frutos pequenos que causam transtornos constantes. 

Quando esses frutos caem, sujam calçadas, quintais, carros e móveis que ficam do lado de fora, obrigando a limpar sempre e podendo manchar essas superfícies para sempre.

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O espalhamento das sementes é outro problema sério. Os pássaros comem os frutos e deixam as sementes em lugares inadequados, como telhados, calhas, rachaduras de muros e até em outras plantas. 

Como resultado, nascem novos ficus em locais onde não deveriam estar, podendo causar mais danos estruturais.

A seiva leitosa pode irritar a pele e os olhos das pessoas. O contato direto pode causar alergias e desconforto. 

Quando essa seiva pinga nos carros estacionados embaixo da árvore, pode estragar a pintura do veículo para sempre, gerando gastos extras para consertar.

Tamanho e impacto visual: problemas de convivência na cidade

O crescimento rápido do ficus, que no começo parece uma vantagem, vira problema quando a árvore fica adulta. O tamanho exagerado frequentemente interfere nos fios de luz, causando quedas de energia e representando risco de acidentes.

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A copa muito grande pode tampar placas de trânsito e outras sinalizações importantes, colocando em risco a segurança no trânsito. 

Em jardins de casas, a sombra excessiva reduz muito a luz natural que entra nos ambientes e impede que outras plantas ornamentais cresçam bem, já que elas precisam de sol.

Planejamento inteligente: como evitar prejuízos no futuro

perigos da ficus
Foto: Adobe Stock

Quem já tem ficus problemáticos em casa deve pensar em removê-los com planejamento adequado. Esse processo precisa de consulta aos órgãos de meio ambiente da prefeitura e contratação de profissionais especializados para evitar multas e danos durante a retirada.

A prevenção, no entanto, é a melhor estratégia. Na hora de escolher árvores adequadas para plantar na cidade, deve-se dar preferência para:

  • Espécies nativas do Brasil, já adaptadas ao nosso clima;
  • Árvores de tamanho controlado e adequado ao espaço disponível;
  • Espécies com raízes que crescem para baixo (e não para os lados).

Bons exemplos incluem ipês, pau-mulato e outras espécies recomendadas pelas prefeituras. Consultar antes paisagistas, agrônomos ou técnicos de meio ambiente da prefeitura garante escolhas certas e evita problemas futuros.

Investir em orientação técnica representa economia significativa a longo prazo, evitando os prejuízos que vêm do plantio inadequado de espécies como o ficus.

*Conteúdo gerado com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação Agro Estadão

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