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Agricultura

Participação da China nos embarques de soja do Brasil deve cair para 70% em 2026

Redução indica normalização do fluxo comercial após acordo fechado entre o governo chinês e Trump, diz Anec

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Redação Agro Estadão

08/01/2026 - 10:52

Foto: Adobe Stock
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A participação da China nos embarques de soja do Brasil deverá ficar limitada a cerca de 70% em 2026, abaixo dos 80% observados em 2025. O recuo, segundo a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec), é reflexo direto do acordo comercial firmado entre Pequim e o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Em relatório divulgado nesta quinta-feira, 08, a Anec aponta uma retomada consistente das compras chinesas de soja norte-americana ao longo desta e das próximas temporadas. 

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A entidade lembra que, conforme anunciado, a China deverá adquirir aproximadamente 12 milhões de toneladas nesta temporada e cerca de 25 milhões de toneladas anuais ao longo das próximas três temporadas. “As compras de soja norte-americana pelos chineses aumentaram e tendem a se manter até o início da janela de exportação brasileira, quando o produto nacional passa a se posicionar de forma mais competitiva”, destaca. 

Embora a soja brasileira volte a ganhar competitividade a partir da entrada da safra no mercado, a entidade destaca haver contratos com entrega de soja dos EUA em período sobreposto à janela brasileira, o que pode exercer pressão sobre os prêmios de exportação no país.

Ainda assim, o mercado internacional de soja segue dinâmico e sujeito a ajustes ao longo do ano. “A maior disponibilidade do produto, aliada à competitividade e à qualidade da soja brasileira, tende a ampliar a capacidade do país de ganhar participação frente a outros fornecedores globais”, salienta. 

Nesse cenário, a Anec estima que, no mínimo, 70% das exportações brasileiras de soja continuarão tendo a China como destino, o que representa ao menos 77 milhões de toneladas, considerando as médias recentes de embarques e a demanda chinesa.

O resultado contrasta com 2025, ano considerado atípico, marcado por tensões geopolíticas, quando o Brasil respondeu por aproximadamente 80% das importações chinesas de soja, totalizando cerca de 87 milhões de toneladas. Para 2026, a expectativa é de uma normalização do fluxo comercial, com maior equilíbrio entre os principais fornecedores globais.

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