Agricultura
Qual abacaxi é mais doce? Veja 4 variedades mais cultivadas no Brasil
Do mais doce ao mais resistente: cada variedade tem características únicas para diferentes mercados
Redação Agro Estadão*
01/01/2026 - 05:00

O abacaxi está entre as frutas tropicais mais consumidas e cultivadas no mundo. Existem diversos tipos de abacaxi cultivados em solo brasileiro, mas quatro variedades se destacam pela sua relevância comercial e preferência no mercado.
Cada variedade tem suas próprias características que atendem a diferentes demandas. Algumas são mais doces, outras resistem melhor às doenças e há aquelas que duram mais tempo depois da colheita.
Segundo o IBGE, o Brasil colheu em 2024 cerca de 1,482 milhão de frutos de abacaxi, em uma área de 56,9 mil hectares, com rendimento médio de aproximadamente 26,0 mil frutos por hectare. A Paraíba aparece como nosso maior produtor de abacaxi.
4 tipos de abacaxi cultivados no Brasil
Abacaxi Pérola (Smooth Cayenne)

O abacaxi Pérola é o mais plantado no Brasil e no mundo, segundo a Embrapa. Seu formato lembra um cone, sendo mais largo embaixo e mais fino em cima. A casca muda de cor verde para amarelo-alaranjado quando o fruto está maduro.
A polpa tem cor branca ou amarelo bem claro, com algumas fibras muito suculentas. O sabor é doce, pouco ácido e tem um cheiro marcante e gostoso. Por ser mais doce e suave, é perfeito para comer fresco, fazer sucos e compotas caseiras.
Esta variedade contém bromelina, uma substância natural que ajuda na digestão das proteínas. Isso significa que além de saboroso, o abacaxi Pérola ainda facilita a digestão.
Abacaxi Havaí (Spanish Red)

O abacaxi Havaí tem formato mais reto e cilíndrico que o Pérola. Seu nome “Spanish Red” vem da cor avermelhada que a casca ganha quando está maduro — essa é sua marca registrada.
A polpa tem cor amarela bem forte, é mais fibrosa e tem sabor que mistura doce com azedo de forma equilibrada. Essa combinação especial de sabores torna o Havaí muito procurado para receitas que precisam de um gosto mais marcante.
As indústrias preferem usar este tipo para fazer caldas, doces em calda, conservas e drinks. Além disso, quem gosta de frutas com gosto mais ácido também aprecia comer o Havaí fresco.
Abacaxi Jupi

O abacaxi Jupi foi criado especialmente para atender o que o mercado brasileiro queria. Tem formato arredondado como um barril, com casca que vai do verde-escuro ao laranja quando amadurece.
Sua polpa é amarela bem viva, macia, com poucas fibras e muito suculenta. O sabor é o grande destaque: muito doce e quase nada ácido, resultando em um gosto suave e agradável.
Uma grande vantagem do Jupi é que ele se conserva melhor depois de colhido, durando mais tempo que o Pérola.
Esta característica, junto com sua adaptação a diferentes regiões, faz dele uma ótima opção tanto para vender fresco quanto para fazer sucos e polpas industrializadas.
Abacaxi Imperial (BRS Imperial)

O BRS Imperial é uma conquista da pesquisa brasileira, desenvolvido pela Embrapa com uma característica muito importante: resistência à fusariose.
Esta é uma doença causada por fungos que prejudica muito outros tipos de abacaxi, fazendo o Imperial ser uma alternativa mais segura para os produtores.
Tem formato reto e regular, com polpa amarelo-clara, textura macia e firme. O sabor combina doçura equilibrada com acidez na medida certa, resultando em aroma agradável e gosto harmonioso.
A sua resistência natural à fusariose faz com que o produtor precise usar muito menos defensivos agrícolas, gastando menos dinheiro e prejudicando menos o meio ambiente.
Por isso, o Imperial é ideal para quem quer produzir de forma mais sustentável sem perder a qualidade da fruta.
*Conteúdo gerado com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação Agro Estadão
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