Sustentabilidade
Setor de citros lança iniciativa sustentável em área igual a 63 mil campos de futebol
Ação combina práticas agrícolas regenerativas, inovação e a geração de créditos de carbono, além de expansão da citricultura no Cerrado
Redação Agro Estadão
25/09/2025 - 11:49

A produção de citros ganhou um novo programa voltado à sustentabilidade. A iniciativa, chamada de ‘Programa Brasileiro de Citros para Adaptação Climática’, será voltado inicialmente para uma área de 45 mil hectares, o equivalente a mais de 63 mil campos de futebol. A ação foi anunciada pela Citrosuco, uma das maiores exportadoras de suco de laranja do mundo, e pelo Itaú BBA durante a semana do clima, em Nova York.
A expectativa é que, ao longo de 25 anos, os 45 mil hectares gerem em média 100 mil créditos de carbono por ano. Isso totaliza a redução de 3,5 milhões de toneladas de carbono (CO₂) — quantidade equivalente ao consumo elétrico anual de mais de 350 mil residências brasileiras. Os créditos serão estruturados e comercializados pelo Itaú BBA.
Como vai funcionar?
A iniciativa combina práticas agrícolas regenerativas, inovação e a geração de créditos de carbono. Entre as práticas previstas estão o uso racional da água, adubos verdes, capina ecológica e controle preventivo de pragas, como o greening, considerada a principal ameaça à citricultura global. O projeto também contempla áreas de expansão da citricultura no Cerrado, nova fronteira da produção de laranja no Brasil.
Na empreitada, a Citrosuco atuará no engajamento de produtores parceiros, apoio no combate ao greening e orientação em certificações socioambientais. Para Clauber Andrade, Chief Legal Corporate Affairs Officer da Citrosuco, a parceria reforça os compromissos da empresa na agenda ESG 2030. “Seguimos investindo para sermos protagonistas na transformação da cadeia de valor e na geração de impacto positivo para a sociedade e o planeta”, disse em comunicado.
Já o Itaú será responsável pela estruturação técnica do programa e pela negociação com compradores de créditos de carbono. “Estamos viabilizando práticas regenerativas que fortalecem a citricultura, geram créditos de carbono e promovem ganhos reais para os produtores”, afirmou Maria Belen Losada, head de produtos de carbono do Itaú Unibanco.
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