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Sustentabilidade

A mãe das árvores: saiba mais sobre a palmeira-sumaúma

Com raízes imponentes e copa que abriga a biodiversidade, a sumaúma é mais que uma árvore: é um ecossistema vivo e indicador de solo fértil

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Redação Agro Estadão*

08/07/2025 - 08:00

Foto: Adobe Stock
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No coração da Amazônia, uma gigante se destaca pelo seu tamanho e sua importância ecológica e cultural. A palmeira-sumaúma (Ceiba pentandra), também conhecida como “mãe das árvores” ou “guardiã da floresta”, é uma das espécies mais majestosas dos trópicos. 

Com raízes tabulares que se espalham como muralhas naturais e um tronco que pode ultrapassar 60 metros de altura, ela domina a paisagem.

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Quem visita o Bosque da Ciência do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia ou o Parque Estadual Sumaúma, em Manaus, tem a chance de conhecer de perto essa maravilha da natureza. 

Mas sua relevância vai além da beleza: a sumaúma sustenta ecossistemas, inspira culturas e ainda oferece oportunidades econômicas para produtores rurais.

Características e importância da palmeira-sumaúma

palmeira-sumaúma
Foto: Adobe Stock

Considerada sagrada por muitos povos indígenas, a sumaúma é uma árvore que impressiona. Seu tronco robusto e suas raízes aéreas, chamadas de sapopemas, formam estruturas que garantem estabilidade em solos pouco firmes. 

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Além disso, sua copa alta abriga aves, macacos e insetos, funcionando como um verdadeiro condomínio da biodiversidade.

Para o produtor rural, a presença da sumaúma pode ser um indicador de solo fértil e ecossistema equilibrado. Sua capacidade de regeneração a torna uma aliada na recuperação de áreas degradadas. Não à toa, ela ganhou apelidos como “escada do céu” e “rainha da floresta”.

Recentemente, a sumaúma ganhou ainda mais destaque ao inspirar o selo do BRICS, representando força e sustentabilidade. O governo brasileiro escolheu a imagem da árvore para simbolizar os objetivos do grupo, reforçando sua importância global.

A palmeira-sumaúma como alternativa econômica

palmeira-sumaúma
Foto: Adobe Stock

Madeira da palmeira-sumaúma

A madeira da sumaúma é leve e fácil de trabalhar, sendo usada tradicionalmente na construção de canoas, compensados e artesanato. 

No entanto, sua exploração exige manejo sustentável para evitar o esgotamento da espécie. Produtores interessados devem seguir normas ambientais, garantindo que a extração não comprometa a floresta.

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Paina da palmeira-sumaúma

A paina, fibra sedosa que envolve as sementes, tem propriedades valiosas:

  • É impermeável e isolante térmico;
  • Pode ser usada em enchimento de colchões, coletes salva-vidas e isolantes acústicos;
  • Tem potencial para artesanato sustentável, abrindo mercados para produtos ecológicos.

Benefícios medicinais da palmeira-sumaúma

Comunidades tradicionais usam cascas, folhas e sementes da sumaúma para tratar inflamações e problemas urinários. 

Pesquisas científicas ainda investigam seu potencial farmacológico, mas já há interesse no óleo das sementes para indústrias cosméticas. Além disso, suas flores atraem abelhas, favorecendo a apicultura.

Sistemas Agroflorestais (SAFs) e pecuária

Integrada a SAFs, a sumaúma beneficia culturas como café e cacau, oferecendo sombra e melhorando a fertilidade do solo. 

Na pecuária, seu uso em sistemas silvipastoris protege o gado do calor e ajuda a recuperar pastagens degradadas.

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Com vida útil que pode chegar a séculos, a sumaúma é mais que uma árvore — é um símbolo de resistência e conexão com a natureza. Para indígenas e comunidades tradicionais, ela representa a “árvore da vida”, guardiã de saberes ancestrais. Preservá-la é garantir um legado para as futuras gerações.

Esse tesouro da Amazônia, com potencial ecológico, econômico e cultural, pode ser uma aliada na diversificação da produção, desde que manejada com responsabilidade. Conhecer e valorizar essa gigante é um passo para um campo mais sustentável e integrado à floresta.

*Conteúdo gerado com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação Agro Estadão

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