Sustentabilidade
Horta comunitária do RJ adota gongocompostagem para fortalecer produção
No Morro do Tuiuti, técnica com pequenos invertebrados transforma resíduos vegetais em um adubo rico em nutrientes
Redação Agro Estadão*
25/09/2025 - 15:40

O Morro do Tuiuti, em Benfica, na zona norte do Rio de Janeiro (RJ), deu início a uma experiência pioneira de horta comunitária com gongocompostagem. A técnica utiliza gongolos — também conhecidos como piolhos-de-cobra ou embuás — para triturar resíduos vegetais, como bagaço de cana, sabugo de milho, aparas de grama e até papelão. O processo resulta em um adubo leve e rico em nutrientes, pronto em até quatro meses.
O objetivo é tornar a horta mais produtiva e sustentável, reduzindo custos com insumos e aproveitando materiais que seriam descartados. “O composto será usado nos canteiros da horta, que já fornecem alimentos para famílias da comunidade. Assim, fortalecemos a segurança alimentar e damos autonomia aos agricultores locais”, explicou Elizabeth Correia, pesquisadora da Embrapa Agrobiologia que coordena as ações.
Segundo a pesquisadora, a prática ajuda também a superar gargalos comuns na agricultura urbana, como a baixa fertilidade do solo. Além de melhorar esse aspecto, a gongocompostagem contribui para melhorar o manejo de áreas urbanas destinadas ao cultivo.
Testes já mostraram que o composto não perde qualidade em relação aos substratos comerciais usados na produção de mudas de hortaliças. “Vamos avaliar cada área e definir as tecnologias mais adequadas, de acordo com as condições do entorno”, disse.
A iniciativa conta com apoio do programa Hortas Cariocas, da Secretaria Municipal de Ambiente e Clima. O trabalho no Tuiuti integra um esforço mais amplo para enfrentar desafios comuns à agricultura em cidades, como a limitação de espaço, a degradação do solo e a baixa experiência em manejo agrícola.
Para Vinicius Rocha, representante do programa, a ação tem um impacto direto na comunidade. “Esse trabalho valoriza e reconhece o esforço coletivo, fortalece vínculos e amplia o sentimento de pertencimento ao grupo”.
*Com informações da Embrapa
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