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Sustentabilidade

Aplicativo reduz o uso de defensivos por produtores da Bahia

Ferramenta cruza dados climáticos com ocorrências de doenças e orienta o momento ideal de aplicação, reduzindo custos e impactos ambientais

Nome Colunistas

Redação Agro Estadão*

04/08/2025 - 05:00

Sistema foi desenvolvido pela Embrapa em parceria com a Associação Baiana de Produtores de Algodão - Foto: Adobe Stock
Sistema foi desenvolvido pela Embrapa em parceria com a Associação Baiana de Produtores de Algodão - Foto: Adobe Stock

Com apoio da tecnologia, produtores de algodão e soja do Oeste da Bahia podem diminuir o uso de defensivos, reduzindo o custo de produção e o risco de danos ao meio ambiente. Gratuito, o aplicativo MonitoraOeste auxilia o agricultor no processo de decisão sobre o momento mais adequado para aplicação, a partir da análise de dados climáticos e da incidência de duas doenças: a mancha-da-ramulária, no algodão, e a ferrugem asiática, na soja.

Desenvolvida pela Embrapa em parceria com a Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), a ferramenta gera notificações a cada nova ocorrência registrada e reúne dados de estações meteorológicas instaladas na região. Com essas informações, o app analisa os dados e indica, em tempo real, a probabilidade de desenvolvimento das pragas. Assim, produtores podem decidir quando aplicar ou não defensivos, a partir das condições locais. 

CONTEÚDO PATROCINADO

O pesquisador da Embrapa Territorial (SP) Julio Cesar Bogiani explica que, sem essas informações, os agricultores acabam adotando um calendário fixo definido pelos fabricantes de produtos. Em períodos com baixa probabilidade de ocorrência das doenças, é possível reduzir uma, duas ou mais aplicações, mantendo a eficiência do controle fitossanitário, detalha o pesquisador.

Aplicativo reúne dados de estações meteorológicas

Como funciona o aplicativo

O sistema possui duas versões: aplicativo mobile, disponível para os sistemas operacionais Android e iOS, e plataforma para visualização de dados em um sistema de informações geográficas (WebGIS), acessível em computadores e tablets. O usuário realiza consultas online por município, tipo de cultivo e núcleo fitossanitário, obtendo mapas e gráficos que podem ser baixados. Pelo WebGIS, as imagens são fornecidas em maior resolução.

Cadastrando-se no sistema, o agricultor recebe, no celular, alertas em tempo real sobre ocorrências de doenças que configuram riscos às lavouras em sua propriedade. Além disso, as notificações incluem condições climáticas favoráveis à presença e dispersão de patógenos. 

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Também estão disponíveis consultas de informações agrometeorológicas, como mapas de índice de vegetação por diferença normalizada (Normalized Difference Vegetation Index, NDVI), albedo, evapotranspiração e biomassa, que auxiliam no planejamento agrícola. A coleta de dados é realizada por uma rede que integra estações meteorológicas locais e armadilhas caça-esporos instaladas em 13 pontos estratégicos.

Além de ser fonte de informação para os agricultores, o MonitoraOeste constitui um banco de dados para futuros estudos sobre as doenças e pragas.

Menos prejuízos e impactos ambientais

O gerente do programa fitossaniário da Abapa, Antônio Carlos Araújo, destaca que o uso do MonitoraOeste pode evitar perdas para os produtores, tanto por infestações nas lavouras quanto pelo desperdício de produtos aplicados em momento inadequado. “Estamos levando essa funcionalidade do aplicativo para todos da cadeia produtiva, mostrando que eles devem baixar para consultar a qualquer momento”, afirmou. 

Outros benefícios proporcionados pela tecnologia:

  • aumento da produtividade;
  • redução da resistência dos fungos aos fungicidas;
  • redução da emissão de gases de efeito estufa;
  • redução do risco de contaminação de ambientes e pessoas.

*Com informações da Embrapa.

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