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Quais tipos de café existem e qual a diferença entre eles?

O Brasil vai produzir mais de 60 milhões de sacas de 60 kg de café em 2022, reafirmando a liderança mundial do País

4 minutos de leitura

13/01/2023 | 10:00

O Brasil é líder mundial na produção de café há 150 anos. Em 2022, o País deve produzir 63,2 milhões de sacas de 60 kg café em 2022, segundo projeção da consultoria Rabobank. A safra brasileira está estimada em 40,1 milhões de sacas do tipo arábica, com a maior parte da produção em Minas Gerais, e 23,1 milhões do robusta, com lavouras concentradas no Espírito Santo.

A cafeicultura nacional é responsável por um quarto das exportações globais. De acordo com Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), foram 40 milhões de sacas embarcadas nos últimos 12 meses. O principal destino do café brasileiro é os Estados Unidos, que também é o maior consumidor global do grão. Conheça quais são os tipos de café e qual a diferença entre eles.

Quais são os tipos de café?

Embora existam mais de 100 tipos de café, apenas duas variedades dominam o mercado mundial. (Fonte: Sonny Sixteen/Pexels/Reprodução)

Existem mais de 124 espécies de café no mundo, apesar disso, apenas duas dominam a maior parte do comércio mundial. “O Café Arábica é produzido e consumido em maior escala no mundo todo”, explicou a CEO da Olinto Café, Bruna Malta. A variedade responde por mais da metade das 170 milhões de sacas produzidas por ano em todo o mundo.

A segunda espécie com maior relevância é o Canefora, também conhecida como robusta ou conilon. “O Canefora tem seu papel tanto na indústria de solúveis como em blends com o Arábica”, comentou Malta. O Vietnã é o maior produtor mundial da espécie, com um volume estimado em 38,5 milhões de sacas de 60 quilogramas anuais.

Em terceiro lugar no ranking de produção e consumo está o Café Excelsa. A variedade produzida no Sudeste da Ásia responde por cerca de 7% da produção do grão e é utilizada em blends para encorpar a bebida preparada com outras espécies.

Merece destaque também o Café Libérica, da mesma família do Excelsea, que foi importante para substituir os cafezais de Arábica dizimados pela ferrugem no século 19 na Ásia. No entanto, a produção dessa variedade se tornou muito rara.

Qual é a diferença entre conilon e arábica?

Café robusta fornece mais cafeína, mas arábica tem sabor mais complexo. (Fonte: Los Muertos Crew/Pexels/Reprodução)

A principal diferença entre as variedades de café conilon e arábica está no número de cromossomas de cada espécie. Enquanto o conilon tem 22 pares de estruturas que abrigam o material genético da planta, a variedade arábica tem o dobro. Em termos práticos, isso significa formas de cultivo e sabor da bebida diferentes.

Confira as características de cada variedade de café.

Café Conilon

“O Canefora adora climas mais quentes, planícies, maior quantidade de água, é mais resistente à doenças e tem polinização cruzada”, afirmou Malta. Em uma mesma lavoura, é possível encontrar até oito espécies diferentes de Canefora. Como a produção é constante e abundante, o valor da commodity é inferior ao da Arábica.

O grão dessa variedade oferece mais corpo para a bebida, deixando-a mais cremosa. “Muitos espressos são extremamente cremosos devido a este blend”, destacou a CEO da Olinto Café. Por ser mais barato, as misturas também são usadas para reduzir o custo do café de maneira geral. O robusta tem pelo menos o dobro de cafeína do Arábica.

Café Arábica

O café Arábica exige mais cuidados no cultivo e manejo. “A espécie adora um clima mais ameno, prefere locais com altitudes maiores”, comentou Malta. A produção da planta é bianual, isso significa que os cafezais produzem muito em um ano e, no ano seguinte, o volume de produção pode cair pela metade.

O cultivo é realizado a partir das sementes e não há polinização cruzada, por isso, os talhões são normalmente de uma única espécie. A variedade é mais suscetível a doenças e pragas que o Robusta.

Por outro lado, o café Arábica é considerado muito mais fino e com condições muito melhores para oferecer diferentes nuances de bebidas. “É possível encontrar notas achocolatadas, frutadas, florais, deixando a bebida muito rica e diferenciada”, ressaltou a CEO.

Como escolher um bom café?

Quem acredita que café bom é café forte está enganado. “A indústria quer que os consumidores acreditem nessa premissa”, afirmou Bruna Malta. O café carbonizado pode vir com gravetos e palhas, tornando o produto mais barato, sem ser percebido por quem o consome.

Para servir um bom café, seja puro ou preparado com outros ingredientes, é importante comprar em grão para ter certeza que não tem impurezas. “Escolha as torras mais brandas. O café é um fruto que, se torrado em demasia, perde as boas características”, alertou a CEO.

Fonte: Mais1Café, Bruna Malta/Olinto Café, Tudo Sobre Café, Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafe), International Coffee Organization (ICO), Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa)

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